Tema livre

Leia o post original por JC

Dizem que o Brasil não é um país sério. A antiga frase pode até ser discutível, mas uma coisa é certa: a FFERJ definitivamente não pode ser levada a sério. E não pode por seus únicos e exclusivos méritos. Não basta a incapacidade de fazer um Estadual decente, é preciso também queimar o que resta da sua ínfima credibilidade.

Vejam por exemplo a polêmica criada pelas declarações da esposa do Sr. Marcelo de Lima Henrique nas redes sociais.

Depois da referida sra. postar em seu perfil que o “vice já é certo”, tudo o que a Federação pôde dizer foi que declarações em redes sociais são de cunho pessoal e não interferem em decisões da FFERJ.

Ou seja, para a entidade que comanda o futebol carioca, uma pessoa que tenha tanta intimidade com um juiz que apitará uma final pode dizer o que quiser, até que o árbitro beneficiará um dos times. E nem isso fará com que a Federação mude sua escolha.

O que as pessoas que comandam a FFERJ não parecem – ou não querem – entender é que não pode haver qualquer lampejo de desconfiança sobre a integridade de uma arbitragem. Numa final, isso é ainda mais sério. Mesmo que interpretemos de outra maneira o que disse a Sra. Sandra Henrique (que pelo diálogo parece ser vascaína), e que o “o vice é certo” signifique que essa colocação é a mínima que o Vasco terá (e por isso a certeza), ter falado sobre a partida já lança uma sombra de dúvida sobre a atuação do juiz.

Certamente não passa pela cabeça dos estupendos dirigentes da FFERJ que a declaração da Sra. Henrique tenha posto em cheque a atuação do seu esposo. Mesmo que a referida sra. não tenha dito qual time será certamente vice campeão, quem garante que o sr. Marcelo de Lima Henrique não terá dúvidas em marcar um lance polêmico, para qualquer um dos lados? E se ele marcá-lo, como não pensar que foi favorecimento para um time ou outro? Na melhor das hipóteses, o juiz pode simplesmente fugir de confusões e não marcar nada ou se utilizar da lei da compensação para cada decisão, o que nem de longe é apitar um jogo corretamente e é tão ruim quanto favorecer uma das equipes.

Tudo o que queremos é uma arbitragem imparcial e na medida do possível, competente. Não querermos – e nem precisamos – de favorecimentos da arbitragem para vencer no domingo. Manter apitando a final um juiz com noção de que seu trabalho será questionado desde o primeiro minuto de jogo e que se ele acertar tudo, inclusive os lances polêmicos, ninguém acreditará que ele o fez com lisura, certamente não é a melhor maneira de garantir uma arbitragem isenta.

Isso, claro, para qualquer pessoa com o mínimo de bom senso. O que não parece existir no comando do futebol do Rio de Janeiro.

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