Oposição cogita ir à Justiça contra votação de cobertura do Morumbi dia 16

Leia o post original por Perrone

A oposição do São Paulo estuda entrar com uma ação na Justiça para evitar que, no mesmo dia, 16 de abril, sejam realizadas a eleição do novo presidente do clube e a votação do projeto da cobertura do Morumbi.

No entender dos opositores, para o estatuto ser respeitado, deveriam acontecer duas reuniões do Conselho Deliberativo, uma para cada tema. A situação, por sua vez, não vê irregularidade em juntar as pautas.

Votar a cobertura no mesmo dia da eleição, foi a solução encontrada por Juvenal Juvêncio para evitar que os opositores boicotem de novo a aprovação da cobertura. Eles já esvaziaram o encontro em que o projeto seria votado no ano passado, impedindo a presença mínima de 75% dos conselheiros exigida para que o tema seja colocado em votação.

Só que dessa vez, a oposição tem que comparecer para votar em Kalil Rocha Abdalla, seu candidato à presidência, que tem chances remotas de derrotar Carlos Miguel Aidar. Isso porque a situação já tinha a maioria no Conselho Deliberativo e no último sábado elegeu mais 49 membros contra 31 opositores.

Quando boicotou a aprovação da cobertura, a oposição afirmou que desconhecia os contratos referentes ao projeto. A diretoria alega que agora mostrou todos os documentos que foram pedidos. O grupo de Kalil responde, no entanto, que alguns ainda não foram mostrados.

Mas o argumento mais forte dos opositores passou a ser de que não há mais motivo para colocar o tema em votação, já que a Andrade Gutierrez, que seria parceira na obra, desistiu do projeto justamente por causa da disputa política. Já a diretoria declara que conversa com outros interessados.

Apesar da ameaça oposicionista de entrar na Justiça, pode haver uma decisão negociada. Intermediários das duas partes conversam sobre a possibilidade de um acordo, que envolveria cargos na futura administração. Oficialmente, as duas partes negam interesse em negociar postos na diretoria.