São Paulo sobra contra o CSA, mas não responde as perguntas que o futebol fez no paulistinha

Leia o post original por Vitor Birner

De Vitor Birner

São Paulo 3×0 CSA

Muito ofensivo e nem tão criativo

A estreia de Pato melhorou a movimentação do sistema ofensivo do São Paulo.

Muricy o escalou na linha de três, com Ganso na direita e Osvaldo na esquerda, Luis Fabiano à frente deles na função de centroavante, e Souza e Maicon de volantes, ambos com liberdade de ajudar na criação.

Douglas e Pereira também tiveram liberdade de avançar.

A formação extremamente ofensiva, que exige muita marcação de ao menos três dos quatro atletas que atuam mais adiantados, garantiu o cumprimento da obrigação de o favorito se classificar sem sofrer, com sobras, e deixou boas perspectivas para o futuro do sistema ofensivo da equipe.

Exatamente pela postura ousada, deslocamento inteligente de Pato e liberdade para Maicon, que tem bom passe, apoiar, o estreante no Morumbi fez o gol aos 20 minutos.

Teste fraco

O CSA, mesmo precisando ganhar, apenas se defendia e tentava contra-atacar até aquele momento.

Depois de ficar em desvantagem decidiu sair de trás.

O sistema defensivo do São Paulo, que oscilou muito durante o paulistinha e perdeu Pabón, mais eficaz nos desarmes que Pato, foi testado.

Se levarmos em conta o nível técnico dos atletas do CSA, podemos dizer que foi reprovado apesar de ter passado o jogo sem sofrer gol.

Os alagoanos, depois da mudança de postura, deram muito espaço para os contra-ataques, mas também levaram perigo numa ou noutra jogada antes do intervalo.

Retornaram do período de descanso, sei lá por qual razão, novamente com a postura extremamente defensiva adotada durante o 0×0.

O São Paulo, por outro lado, voltou marcando um pouco melhor a saída de bola porque os atletas da frente cooperaram mais.

Mediano

O time de Muricy ficou com a bola na frente, tentou pressionar, e falhou no último passe e finalizações.

Osvaldo, que se tivesse acertado mais as assistências teria criado diversas chances, deixou Pato uma vez, livre, na área, e o ex-Corinthians finalizou por cima.

A partida continuou assim, com amplo domínio do São Paulo, até Pato cobrar a falta, aos 32, e ver Luis Fabiano desviar para o gol.

Passados outros 5 minutos, o centroavante cabeceou e o goleiro Pantera, que estava bem, falhou feio.

O 3×0 foi justo, sem interferência do sopro, mas não mostrou a evolução que o São Paulo precisa para ser campeão.

Sem as respostas

O resultado e o desempenho da equipe não justificam grandes manifestações de otimismo ou de pessimismo por parte da nação são-paulina

O mais correto e esperar para ver se irá evoluir, quando, quanto, se vai poder atuar com a formação que privilegia a técnica…

A partida não respondeu nenhuma das perguntas que o futebol fez ao time durante o paulistinha.

Ficha do jogo

São Paulo – Rogério Ceni; Douglas, Rodrigo Caio, Antonio Carlos e Alvaro Pereira; Souza e Maicon (Wellington); Paulo Henrique Ganso (Boschilla), Alexandre Pato e Oswaldo (Pabon); Luis Fabiano
Técnico; Muricy Ramalho

CSA – Pantera; Pedro Silva, Léo Bahia, Roberto Dias e Mineiro; Charles Vagner, Lucas (Jerson), Daniel Costa, Jefferson Maranhense e Jean Carioca (Santos); Diego Clementino (Dinei)
Técnico; Marlon Araújo

Árbitro – Diego Almeida Real
Assistentes – Gabriel Conti Viana e Carlos Henrique Alves de Lima Filho
Público – 28.742
Renda – R$ 309.403,00