Miranda diz que Atlético de Madrid vai fazer Chelsea sofrer

Leia o post original por blogdoboleiro

 

Miranda soube que vai enfrentar o Chelsea na semifinal da Liga dos Campeões da Europa, logo depois de treinar na manhã desta sexta-feira. Garante que não tinha preferência por Bayern de Munique ou Real Madrid, que brigarão por outra vaga na decisão do torneio. Mas o zagueiro do Atlético de Madrid tem uma certeza: “Vamos fazer qualquer adversário sofrer”.

Desde 2011, Miranda é titular do time madrilenho. Já conquistou o título da Liga Europa (2011/2012), a Supercopa da Europa (2012) e uma Copa do Rei (2012/2013). Está, agora, atrás de duas conquistas inéditas no currículo: o Campeonato Espanhol (o Atlético é líder com 79 pontos) e a Liga dos Campeões da Europa. “Seria muito legal conseguir estes títulos. Estou fazendo parte do melhor momento do Atlético nos últimos quarenta anos. É muito gratificante”.

Por telefone, Miranda, 29 anos, conversou sobre Chelsea, sobre o esquema do Atlético e também sobre o técnico Simeone.

Blog do Boleiro – O que você acha de encarar o Chelsea?
Miranda – É um adversário bom, uma grande equipe. E é o favorito nesta semifinal, como o Barcelona era na fase anterior. Ficou provado que nem sempre o favorito ganha.

Quando vocês ficaram sabendo do adversário, qual a reação dos jogadores?
Hoje, logo depois do treino da manhã. O pessoal acha que o Chelsea é um bom adversário, mas a gente não tinha para onde fugir. Todos os semifinalistas são fortes.

Como jogar contra o Chelsea?
A gente vai ter que jogar bem fechado e explorar os contra-ataques.

Mas vocês acahavam que o Chelsea era, por exemplo, um adversário mais digerível que o Bayern de Munique?
De maneira nenhuma. A gente não tinha muita escolha não. Ficaram os quatro melhores times da Europa. Agora, vamos fazer qualquer adversário sofrer bastante.

Qual o segredo do esquema que o técnico Diego Simeone que faz vocês sofrerem poucos gols?
Ele é um motivador, sabe como colocar o time em campo. A gente se dedica bastante na marcação, porque a gente sabe que o ataque vai fazer gols. A gente joga num 4-4-2 apoiando bastante o ataque. Em várias vezes, ficamos mano a mano com os atacantes adversários. Isto porque ele confia nos defensores. Nossa defesa tem qualidade para encarar o mano a mano.

Você está no Atlético há duas temporadas e meia. Teve dificuldade de adaptação?
Quase nenhuma. Jogando, eu vim do São Paulo que atuava num 3-5-2 e precisei me ajustar ao 4-4-2. Este foi um aprendizado.

Este Atlético de Madrid é um time copeiro, estilo Libertadores da América?
A gente sempre fala no vestiário que podemos até não jogar bem, mas não pode faltar vontade, garra e entrega. Nossa torcida é uma das melhores da Espanha. Mesmo quando estamos em dificuldade, ela faz a parte dela, incentiva o tempo todo.

Dá para comparar com alguma torcidas do Brasil?
É difícil comprar. Posso contar que, depois do segundo jogo contra o Barcelona, eu fui para o exame anti-doping. Os jogadores que foram ao vestiário, tiveram que voltar ao gramado porque os torcedores não arredavam pé e ficavam aplaudindo. Foi muito legal.

Neste domingo, você enfrentam o Getafe, que briga para não cair, no Coliseu Alfonso Peres. O Atlético vai completo?
Vai sim. Nós fizemos recuperação depois do jogo contra o Barcelona e todo mundo quer jogar. A briga está boa pelo título e não podemos perder pontos.