Osvaldo reclama fora de hora

Leia o post original por Antero Greco

O Santos fez campanha belíssima na fase de classificação do Campeonato Paulista. Foi o melhor, teve o ataque mais arrasador, mereceu chegar na frente dos demais. Também garantiu presença na final sem contestação. Mas, justamente na hora H, falhou. Nos dois confrontos com o Ituano, não soube como livrar-se de marcação forte, errou demais, esteve muito aquém de sua possibilidade. Em uma palavra, decepcionou.

A conquista do Ituano, nos pênaltis, não teve nenhum reparo a ser feito. Como franco-atirador, entrou sem nada a perder. E se deu bem. Ganhou pela aplicação dos jogadores, pela forma como Doriva armou o time e pelo equilíbrio nas cobranças.

Tudo certo? Não, pelo menos para Osvaldo de Oliveira. O técnico do Santos não se conteve e reclamou do regulamento, depois de encerrada a competição. Na avaliação dele, o time não teve vantagem pelo fato de apresentar campanha superior à dos demais. E também por não jogar pelo menos uma das partidas na Vila Belmiro.

Concordo que o regulamento deveria ser outro, que ao Santos bastaria devolver o 1 a 0 da ida e ficar com o título. Mas foi o que os dirigentes­ ­­- incluídos os santistas – assinaram na assembleia geral que definiu o sistema de disputa. Eles deveriam ter levantado a lebre naquele momento. Uma das funções de quem participa desse tipo de encontro é analisar o que lhes é proposto e apontar eventuais falhas. Ninguém fez.

Nem Osvaldo. O treinador poderia ter marcado posição na primeira roda – ou antes do início do torneio. Daí, independentemente de quem se classificasse para a final, ele teria registrado seu descontentamento. Chiar agora soa como desculpa esfarrapada para a decepção final – e não passa disso.

O Santos negou fogo em dois jogos, não teve ousadia e inteligência para se livrar do Ituano. O correto seria Osvaldo admitir isso – faria bem para ele e para o grupo que dirige.