E VENCEU A ALTITUDE DE PIRANGI…

Leia o post original por K.O.N.G

Menino Fernandinho precisa aprender que não joga sozinho.

Final do Mineiro 2014. Os dois melhores times do país em campo, talvez no clássico mais equilibrados dos últimos anos. Para terem uma idéia do que tô falando, nos últimos 10 jogos entre Galo e Pirangi, a contabilidade foi de 3 vitórias para cada lado e 4 empates. O de hoje foi o quinto empate, o terceiro só em 2014, prova incontestável do equilíbrio que existe hoje entre as duas equipes.

A disputa pelo título estava aberta, quem vencesse levaria o caneco. O CEC, com a vantagem do empate, foi feliz no final. Numa decisão, a vantagem – qualquer que seja – é importante. Foi assim com o Galo ano passado. Agora, com o time azul. Não adianta reclamar porque é essa a regra.

Falando do jogo, o Galo foi na altitude de Pirangi e se comportou muito bem durante a partida, falando defensivamente. Mesmo com a maioria adversária na arquibancada – o que não significa muita coisa, já que as meninas não metem medo nem mesmo numa criança de 3 anos – o Atlético fez seu jogo. Não sentiu, em momento nenhum, o ambiente hostil esperado num jogo com torcida adversária tomando 70% da arquibancada. Ponto pro Galo, já que essa será uma realidade que enfrentaremos em breve na Libertadores. Não fosse o bandeira caolho (que deve ter entrado no quadro de arbitragem pelo sistema de cotas), talvez saíssemos do Mineirão escutando mais uma vez o hino alvinegro tocando alto, para desespero das loucas e alegria da nação. O árbitro, inclusive, já havia marcado o penal quando o assistente chacoalhou seu instrumento feito uma gazela, marcando impedimento inexistente de Jô. Acontece, paciência…

Se o Galo foi bem defensivamente, ofensivamente foi uma negação. Muitos passes errados, Ronaldinho inoperante, um Tardelli que não ajudava na defesa. Fernandinho entrou em campo e em nada acrescentou, mais pelo fato de ninguém ter avisado para ele que futebol é um esporte coletivo. Já Neto Berola mostrou toda sua eficiência em levar cartão amarelo de forma imbecil. E só. Não me lembro de nenhuma defesa do Fábio no segundo tempo, coisa inadmissível para um time que precisava da vitória a qualquer custo. Desse jeito fica complicado.

Ronaldinho, Tardelli, Fernandinho e Jô formam um dos ataques mais poderosos do Brasil. Quando inspirados, é difícil para qualquer defesa do mundo segurar o Galo. Passou da hora desses caras jogarem bola, porque precisamos deles demais. E que falta tá fazendo o Luan, viu.

Bora lá, Galo. Daqui a alguns dias já é a Libertadores novamente. É mata-mata, a hora do “vamo vê”. Estaremos contigo até no inferno.

#GaloSempre