Cabeça no Brasileirão… E temos chances sim, não tem ninguém tão superior assim!

Leia o post original por Flavio Canuto

Saudações palestrinas, nobres alviverdes!

Graças a Deus esse Paulistão chegou ao fim. O Ituano, que muitos consideravam uma baba, um time medíocre, entre outros adjetivos pejorativos, superou o todo-poderoso-galáctico Santos e ficou com a taça. Por falar em taça, ficou ainda um gosto mais amargo na boca do palmeirense em constatar que esse título tinha totais condições de estar sendo celebrado por nós. Uma decisão contra o Peixe, os dois jogos sendo no Pacaembu, estaríamos dando a volta olímpica.

Mas enfim, já acabou e pronto. Inês é morta e o leite foi derramado. Agora é focar no Brasileirão que está por vir. Assisti a diversas decisões (fiquei que nem um louco vendo as finais, depois vi a inúmeras reprises) e não houve nada que me chamasse a atenção. Nada! Falo com relação ao futebol propriamente dito, consistência, trabalho tático, dinâmica, elencos e jogadores qualificados. Nada! Tudo mais do mesmo. Acompanhei um monte de estaduais (sou repórter esportivo aqui em Fortaleza e preciso estar por dentro do que acontece em tudo quanto é campeonato) e não vi nada demais. Nada!

Digo isso porque ainda existe nas mentes de muita gente o que eu costumo chamar de “ilusão futebolística”: necessidade de se imaginar que para ser campeão de algo é preciso ter 11 gênios atuando, mais 7 craques no banco, enfim. Isso é mito. Puramente utópico, em todos os sentidos. Além disso, temos normalmente um olhar muito mais crítico com relação ao nosso clube se comparado aos demais, o que não é nada anormal, mas essas críticas, em dados momentos, nos trai, faz com que olhemos os outros com olhos de positividade, enquanto o nosso elenco simplesmente desprezamos e rebaixamos.

O Internacional, por exemplo, tem um bom plantel, daí foi campeão gaúcho, atropelando o arquirrival por 4 a 1, com Dida no gol, Paulão e Ernando na zaga, Ygor como volante e Rafael Moura de centroavante. Seleção? Supertime? Não, apenas jogadores que, se bem treinados, podem render. Mas se todos esses luminares estivessem vestindo a nossa camisa, jamais teriam sossego, porque Dida seria velho, Paulão seria brucutu e “cintura-dura”, Ernando seria zagueiro de time pequeno, Ygor seria volante meia-boca e Rafael Moura um centroavante nota 4,5.

O Flamengo foi campeão carioca (tudo bem que o senhor Marcelo de Lima Henrique honrou a “camisa” que veste em imagens espalhadas pela internet) com um monte de tranqueiras atuando, incluindo o gênio Marcinho Boa Gente, que fez o “gol” do título. Tem tantos outros exemplos por aí, mas é só pra ilustrar que temos de rever alguns conceitos a respeito das críticas ao Palmeiras e seu elenco. Uma derrota para o Ituano não tem de desvalorizar toda a boa campanha que fizemos durante o Paulistão e transformar nosso grupo em pernas de pau e o escambau. O Santos perdeu pro mesmo Ituano, daí só tem medíocre por lá? Não é bem por aí!

Óbvio, lógico, claro que necessitamos de reforços. É cristalino e comprovado que nosso elenco ainda carece de peças importantes em alguns setores. Não estou fugindo dessa realidade não, de forma alguma! No entanto, muitos, após a eliminação no Estadual, passaram a desvalorizar quem hoje está no Palmeiras. Ninguém mais serve! Se o cara está em outro clube presta, se vem para o Palmeiras chega cheio de questionamentos e dúvidas. É sempre assim e isso não ajuda em nada, pelo contrário, cria-se mais obstáculos para o jogador conseguir “dar certo” no Palestra. Já vimos esse filme centenas de vezes…

Algo que me diz que alguns desses atletas campeões pelo Ituano podem desembarcar na Academia, jogadores que se destacaram pelo time interiorano. Se fossem para outros clubes muitos reclamariam, diriam que a gente não tem capacidade de enxergar esses valores e contratá-los. Se vierem, reclamarão, rotularão de jogadores de time pequeno e que deveríamos ir atrás do Hulk, do Thiago Silva, do David Luiz…

Até que me provem o contrário, 95% dos times chamados grandes no Brasil estão em um mesmo patamar, uns mais para baixo pouca coisa, outros um pouquinho acima, mas não temos ninguém “comendo a bola”, dando show, mostrando algo inovador e de outro mundo. Não, o Santos nos mostrou do que ele é capaz, era o time da moda, a joia do futebol brasileiro e blá blá blá. Balela! Todos estão no mesmo barco. Temos chances sim de, com alguns bons reforços, brigarmos por coisas grandes.

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Abraço a todos!