Estes são dias desleais

Leia o post original por Bruno Maia

Passado o post de introdução para marcar minha chegada nesse espaço, considero que a partir daqui sim começa minha passagem pelo blog. Enquanto pensava no que seria esse começo, logo após a palhaçada do último domingo, um ilustre e grande vascaíno me mandou uma série de SMS’s. Diziam: “E tem gente que não acredita no capeta! A vitória do Renan, Zé Dirceu, Blatter, (…), Flamengo& o Diabo Aquático! O mal vence! Estamos sob o império do mal“

Fato. Essa é a sensação inevitável por ora. Quão frequente tem sido esse sentimento na vida de todos nós? Se tiver algum mulambo perdido por aqui, pode achar que o futebol é o campo da vida que redime disso, mas não. É a confirmação. É a régua e o compasso do coisa-ruim. Naquela hora, minha mente foi pra trechos de uma música da Legião Urbana que descrevia o cenário tenebroso do país durante a Era Collor, mas que parece descrever o que todo vascaíno sente por agora e me parece suficiente para esse primeiro post de uma trilogia de posts que vai abrir o Expresso, essa nova etapa do Blog Torcedor do Vasco. Uma saga em quatro partes, que atravessa a melancolia, resgata a história e se abre ao futuro. O resto é paisagem.

 

Crédito: Guito Moreto | O Globo

I

“Sei o que devo defender
E por valor eu tenho
E temo o que agora se desfaz.
Viajamos sete léguas
Por entre abismos e florestas
Por Deus nunca me vi tão só
É a própria fé o que destrói
Estes são dias desleais.”

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crédito: Bruno Lorenzo | https://www.flickr.com/photos/bruno_lorenzo/

“E, por honra, se existir verdade
Existem os tolos e existe o ladrão
E há quem se alimente do que é roubo
Mas vou guardar o meu tesouro
Caso você esteja mentindo.”

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III

crédito: Vasco | Marcelo Sadio

“Esta é a terra-de-ninguém
Sei que devo resistir
Eu quero a espada em minhas mãos
Eu sou metal, raio, relâmpago e trovão”

 

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IV

crédito: Alexandre Cassiano | O Globo

“- Tudo passa, tudo passará

E nossa história não estará pelo avesso
Assim, sem final feliz.
Teremos coisas bonitas pra contar.
E até lá, vamos viver
Temos muito ainda por fazer
Não olhe para trás
Apenas começamos.
O mundo começa agora
Apenas começamos.”

 

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