São Paulo terá noite crucial para o seu futuro; eleição do novo presidente ficou em segundo plano

Leia o post original por Vitor Birner

De Vitor Birner

O São Paulo tem duas missões importantes nesta noite.

A primeira, a de escolher seu presidente dos três próximos anos, é política e administrativa.

Carlos Miguel Aidar está em vantagem nas preferências dos conselheiros, são eles que têm direito ao voto, e vai ser o escolhido.

A segunda e mais importante será a aprovação, ou não, do projeto de construção da cobertura.

Esta decisão não pode ter cunho político.

Tornar o Morumbi mais confortável ao torcedor e capaz de receber shows menores é uma necessidade da instituição, ainda mais sabendo que Corinthians e Palmeiras terão, em breve, suas Arenas, e vão concorrer o São Paulo.

As guerras pessoais do pesado processo eleitoral não podem impedir o São Paulo de crescer.

Política, seja de situação ou de oposição, se faz para melhorar a instituição e não prejudicá-la.

A situação não tem como aprovar a obra sem os votos de conselheiros da oposição.

Cerca de 30% ou 40% dos que apoiaram Kalil Rocha Abdalla precisam votar favoravelmente à realização da obra para ela sair do papel.

O presidente é eleito com 50% dos votos mais um, enquanto o projeto da cobertura necessita de 75% de quórum e aprovação da maioria dos conselheiros.*

A oposição, durante a campanha política, se recusou a votar alegando que a pressa dos situacionistas em aprovar o projeto era uma manobra eleitoreira.

Também usou o argumentou, que considero justo se realmente foi motivado por questões técnicas, de que precisava mais tempo para conhecer os detalhes dos contratos e da obra.

Já houve tempo de sobra para os oposicionistas tomarem conhecimento de tudo.

De acordo com o que me disse uma pessoa da situação, todos documentos pedidos foram disponibilizados.

Então, hoje, a decisão precisa ser ‘apenas’ técnica.

A obra é extremamente importante para o futuro do São Paulo.

Pode ser vetada caso haja argumentos técnicos, claros e diretos.

Se isso acontecer, quem votar contra terá que explicar publicamente a razão, repito, de maneira técnica, pois se não ficará marcado na história como alguém que mesmo sendo conselheiro prejudicou de maneira contumaz a instituição.

Outro fator importante

O adiamento da decisão será mais um teste de paciência para os investidores.

Eles podem gastar seus milhões noutros negócios ao invés ficarem no meio de uma guerra pessoal dentro de um clube de futebol.

Os responsáveis pelos adiamento, caso aconteça, também precisarão explicá-lo, pois colocaram em risco o projeto crucial para o futuro do São Paulo.

 

 

*Corrigido: 75% de quórum e não de aprovação.