Aidar decide tentar mudar estatuto por cobertura do Morumbi

Leia o post original por Perrone

Carlos Miguel Aidar, novo presidente do São Paulo, decidiu que irá propor mudança do estatuto do clube a fim de aprovar o projeto de cobertura do Morumbi. “Agora não tem mais o que fazer, vou reformar o estatuto e pronto. A decisão já está na minha cabeça e vou conversar com a minha diretoria assim que ela estivar toda nomeada para acertar tudo”, disse o dirigente ao blog.

A ideia é alterar a regra que exige quórum de 75% dos conselheiros em reunião para dar sinal verde ao projeto. A aprovação passaria a ser possível com 50% do conselho mais um conselheiro, condição que, em tese, a direção atinge com facilidade.  A estratégia já tinha sido cogitada por Juvenal Juvêncio no ano passado, após a oposição boicotar a primeira reunião sobre a reforma no estádio. Na última quarta, Kalil Rocha Abdalla, candidato de oposição, retirou sua candidatura, permitindo novo boicote. A cobertura seria votada  na mesma reunião da eleição. A obra inclui também dois estacionamentos e uma arena interna para shows.

No entendimento dos situacionistas, para a reunião de alteração estatutária vale o artigo 60 do estatuto. Ele prevê quórum de 40 conselheiros.

“Concordamos com o teor [jurídico], não há irregularidades. Mas há o que debater e trocar. O estacionamento onde está não achamos que é bom. Eles perderam a chance de fazer uma coisa bonita. Poderiam fazer só a eleição num dia. Em seguida, o Aidar diria: ‘na próxima semana vamos fazer uma plenária, fazer um debate e na outra semana a gente vota’. Acabou, se o cara não for votar é sacanagem. Mas, como sempre, tentaram empurrar goela abaixo. Eles querem colocar a oposição como vilã da história. Podem me colocar como vilão ou como protetor do patrimônio do clube”, disse o opositor Marco Aurélio Cunha  horas antes da eleição.

“A oposição do São Paulo é a oligarquia do Paulistano [clube de elite da cidade]. Eles não aceitam perder porque foram mimados desde a infância. Passaram vergonha na eleição. Nós passamos, porque é frustrante você ir para uma eleição e não ter adversário. E foram dois anos e meio de trabalho jogados no lixo, ou você acha que os investidores vão ficar esperando?”, disse Fransciso Manssur, conselheiro da situação e principal idealizador do projeto.

Para os situacionistas, sem a cobertura, o Morumbi ficará em desvantagem em relação aos estádios de Corinthians e Palmeiras. Preocupa mais a arena alviverde, vista como concorrente em shows.