Milton Cruz corre risco de ser demitido; novo vice de futebol do São Paulo tenta acabar com os problemas de ambiente no CT

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De Vitor Birner

Na reunião em que o presidente Carlos Miguel Aidar e Ataíde Gil Guerreiro foram se apresentar ao elenco, o novo o vice de futebol proibiu a comissão técnica e funcionários do CT de tratarem das coisas do time com pessoas que não fazem parte do departamento de futebol profissional do clube.

E citou os nomes de Juvenal Juvêncio e do empresário Abílio Diniz.

Quem conhece como funcionam as coisas no local de preparação da equipe principal do São Paulo, entendeu que o aviso serviu para todos, mas foi um recado claro ao coordenador Milton Cruz.

O próprio Milton, faz algum tempo, disse publicamente que trocava mensagens por SMS com o Abílio Diniz, com quem tem amizade, durante os jogos.

Ele também é conhecido por levar os recados de Juvenal ao CT da Barra Funda e contar ao ex-presidente as coisas que acontecem no local.

Tal papel é visto de forma negativa por diversos atletas do elenco, funcionários e dirigentes.

Os jogadores e funcionários incomodados não se manifestavam, os cartolas faziam isso, porque temiam que as informações chegassem truncadas, incompletas ou fora de contexto ao ex-presidente, e acabassem sendo prejudicados.

Mas após a eleição de novos conselheiros que garantiu o enorme favoritismo de Carlos Miguel Aidar no pleito, houve atletas e funcionários que foram reclamar, em sigilo, com o novo mandatário.

Milton Cruz, um mestre da política no CT, soube do risco de perder o emprego e solicitou a intervenção de Muricy, que goza de grande prestígio com os novos gestores.

O técnico deve pedir a permanência do coordenador, apesar de saber o que se passa.

Tenta resolver os problemas de ambiente (solucionou boa parte desde o seu retorno ao Morumbi), que ele mesmo cita nas entrevistas, sem mudanças de tanto impacto.

Inclusive porque Rogério Ceni é amigo de Milton Cruz e há também um ou outro atleta que não está descontente com a presença do coordenador.