Caso Lusa e o troféu “elefante numa loja de cristais”

Leia o post original por Wanderley Nogueira

Lusa

O “caso Lusa” se arrasta e está em disputa o troféu “Elefante numa loja de cristais”.
Disputam o valioso prêmio a diretoria da Portuguesa (com todos os seus conselheiros), a diretoria da CBF (com todo o STJD
) e o Poder Judiciário (juízes e promotores).
A Portuguesa relacionou um jogador suspenso e foi punida por isso.  Simples assim.
A obrigação da diretoria do clube é descobrir quem falhou e puni-lo. Não fez isso até agora.
Mas, os atores e os capítulos foram aumentando no palco.
Entraram o Ministério Público, juízes nada antenados e torcedores e advogados com excesso de tempo livre.
O ato mais recente do “caso” mostrava a Portuguesa “descobrindo” uma Liminar que determinava que ela não jogasse contra o Joinville.
A Lusa não deveria ter viajado, poderia ter avisado à imprensa, o Joinville, enviado e-mail para a CBF explicando a determinação judicial e aguardando o próximo passo. Simples assim.
Mas, para aumentar o seu favoritismo na briga pelo sonhado troféu que homenageia a família Elefanthidae, ela viajou e entrou em campo.
E lá ficou até a chegada do incansável Oficial de Justiça, integrante do grande grupo que também concorre para levar o simbolo dos maiores animais terrestres da atualidade.
A CBF e seu grupo não podem ser desprezados. Esse pessoal tem se esforçado para erguer a peça que para os mais atentos é uma justa reverência também  aos Mamutes, hoje extintos.
Para evitar o mais recente vexame, a entidade poderia ter adiado o jogo entre Lusa e Joinville por mais dois ou três dias, até a operosa justiça decidir por um lado ou outro.
Enfim, o troféu “Elefante numa loja de Cristais” tem concorrentes fortíssimos.
O setor pensante dos participantes está  um pouco atrapalhado.
Andaram mergulhados nos livros.
Souberam que o genial Albert Einstein, sugeriu “no meio da confusão, encontre a simplicidade. A partir da discórdia, encontre a harmonia. No meio da dificuldade reside a oportunidade” .
Logo depois alguém colocou sobre a mesa a recomendação do brilhante pintor catalão Salvador Dalí “é preciso provocar sistematicamente confusão. Isso promove a criatividade. Tudo aquilo que é contraditório gera vida”.
Einstein e Dalí poderiam ajudar, mas vieram para confundir.
Nesse momento, não existe um favorito para o troféu…