Homenagem a Dener

Leia o post original por Bruno Maia

crédito: GDA (via blog Incondicionalmente Vasco)

Hoje é impossível não lembrar do quão chocado eu fiquei há exatos 20 anos, vendo um ídolo morrer estupidamente. Mal sabia que duas semanas depois, seria o Senna. Aqueles também foram dias desleais, porém que foram honrados com o nosso tricampeonato.

Esta semana, o Globoesporte.com publicou um excelente especial sobre Dener, mostrando todo o brilho que o fez explodir no futebol brasileiro e os absurdos envolvendo o descaso do Vasco em resolver a situação de sua família. Para mim, Dener era uma coisa fora do normal. O que ele jogava não era futebol, como os seus colegas de gramado. Era uma parada diferente que eu não sei que nome tem. Dener parecia estar sempre em busca de algo de mágico no caminho entre o ponto que recebia a bola e aquela meta, 30 ou 40 metros a sua frente. Mais do que comemorar o gol, ele parecia querer dar uma risada meio Grande Otelo no fim do lance. Dener flutuava e olhava no olho do marcador. Tinha a marra e a explosão misturadas à candura do sorriso. Dener realmente tinha cara de menino, não parecia que iria envelhecer e jovem ficou.