Jogamos mal, time não foi bem, mal escalado… mas ganhamos na estreia!

Leia o post original por Flavio Canuto

Saudações palestrinas, nobres alviverdes!

Iniciamos o Brasileirão com uma vitória suada, apertada, no sufoco, fora de casa, diante do Criciúma. Não jogamos absolutamente, quebramos a bola, deixamos o adversário jogar com facilidade e se tivéssemos perdido não seria nenhum resultado pra se admirar – ouço torcedores falando justamente isso. Concordo plenamente, o futebol (ou a falta dele) apresentado na estreia foi pífio, medíocre demais para quem tem a pretensão de brigar por um título.

Mas ganhamos, somamos os três pontos. Todos esses argumentos são válidos e a discussão pode e deve ser estimulada, mas todo e qualquer fato possui milhares de ângulos diferentes de observação, de análise. Acho que a única coisa que pode ser considerada unânime aqui é: que bom que sempre que jogássemos mal como nessa partida nós terminássemos o prélio com a vitória!

Com Tiago Alves fazendo uma partida bisonha, Juninho errando até o que não tentava, Josimar fazendo não sei o quê e campo e Bruno César sem conseguir absolutamente nada de proveitoso, todos orquestrados por esse célebre comandante, luminar, baluarte, estratosférico entendedor de futebol Gilson Kleina, começamos o jogo de forma atabalhoada e sem nenhum tipo de ordem tática. Logo logo tivemos o castigo: Vovô Baier pôs a bola na área e Alan Kardec desviou. Prass até tentou, mas não evitou o tento. Pouco depois, a zaga verde fez uma lambança daquelas digna de tema dos Trapalhões ao fundo.

Marcelo Oliveira teve a chance de empatar o jogo e fazer o time atuar com mais tranquilidade. Bruno César pôs na área, Bruno (goleiro que infelizmente não é o “nosso” Bruno) deu rebote e o camisa 26 fez aquilo que se apresentava como a coisa mais inviável. Se eu perco uma chance dessas onde eu jogo as minhas peladas no fim de semana eu sou apedrejado. Santo Cristo! O Criciúma tinha mais volume de jogo e nós não conseguíamos criar nada, nem trocar passes, não fazer jogadas pelas laterais. Cruzamento? Nada se aproveitava. Chutes de longe? Zero!

Veio a segunda etapa e o “Gilsinnus Kleinichels” mandou a campo Wesley e Leandro, sacando Marcelo Oliveira e Marquinhos Gabriel. Josimar seguiu em campo e o time seguiu como Josimar: terrível. O time amarelo e preto buscava, no contra-ataque, fazer mais um gol e liquidar a fatura. Quase conseguiu em vários momentos, se não fosse mais uma noite espetacular de inspiração de Fernando Prass. Daí, aos 12 minutos, Serginho divide com Tiago Alves e pede pênalti por ter recebido a entrada do zagueiro e pela bola ter tocado claramente em seu braço. O juizão não deu, mas foi pênalti sim. Porém… tivemos trocentas faltas invertidas e não marcadas.

Rodolfo entrou na vaga do apagadíssimo Bruno César, mas pouco fez. Ou melhor, a saída de BC do time parece ter feito as coisas melhorarem e não a entrada de Rodolfo. Aos 37, Valdivia rolou para Leandro “Firula”, que chutou horrivelmente, mas a bola desviou em Escudero e matou o goleiro. Era o empate alviverde! O Criciúma se viu na obrigação de sair para o jogo e ficou mais exposto. Daí, o Verdão ficou com mais espaços. O Mago foi derrubado na lateral da área e o árbitro ia ignorando, mas o assistente assinalou. Na cobrança de Wesley, Alan Kardec subiu livre de marcação e mandou para o gol. Virada do Palmeiras, torcedor comemorando em meio às cornetadas, mas celebrando o triunfo.

Nada apaga a péssima atuação da equipe, mas ganhamos e precisamos valorizar isso também!

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Abraço a todos!