A torcida está lá!

Leia o post original por Bruno Maia

crédito: Bruno Gonzales / Extra

São Januário é bonito pra cacete! Tem história, tem alma e tem milhões de vozes que giram ali em forma de vento e que representam nossa trajetória. Não venham dizer que São Januário estava vazio porque fecharam nossos portões. A morosidade que os jogadores tiveram ontem não pode ser justificada por essa situação, até porque não foi a última vez que jogaremos deste jeito no campeonato e se ficar esperando os portões se abrirem pra correr, vai complicar a situação. Tampouco podemos usar o nível dos adversários como explicação para a falta de motivação, porque se for assim a Série B não tem ninguém que possa se equiparar ao nível do Vasco. A coisa tem que ser sacudida e ligarem os motores.

Descontando isso, foi importante começar a competição com tantos desfalques, que é para dar tempo da diretoria se ligar que o Vasco tem um time ok, mas um elenco bastante fraco. São poucas as peças de reposição a altura do nível do elenco principal – não que esse nível dos titulares seja elevadíssimo. O elenco tá cheio daqueles tipinhos que são “bons jogadores pro time dos outros”. Aranda, Fellipe Bastos, Montoya, Rafael Vaz são alguns desta categoria que entraram em campo ontem. Aranda, por exemplo, já vem conseguindo lugar nessa lista. Confuso, errando passes primários e não demonstrando nada daquilo que a gente achava que tinha visto do cara na final da Libertadores do ano passado. Na real, acho que não tinha nada ali mesmo. Era só o efeito que esse tipo de jogador causa.

Tenho amigos que dizem o mesmo do Fellipe Bastos e já percebi que aqui também tem muita gente que acha isso. Porque é um fato, neguinho lá fora acha ele excelente, queria no seu time, etc… Eu ainda gosto de ter o cara no elenco, mas me impressiona a quantidade de erros elementares que ele comete todo o jogo. Tem uma aplicação tática e uma vontade acima da média, o cara vai com raça pra cada bola que disputa e corre como um louco. Mas apaga todo o esforço numa tentativa de drible mal sucedida no meio campo quando a defesa tá desarmada, num erro de passe elementar quando tá na hora daquela assistência básica para um gol…

O Rafael Vaz é outro, só que com o agravante que quando ele joga, não só vai mal, como também desestabiliza quem está do seu lado. Sendo o Luan então, a coisa é mais grave, já que o moleque ainda é novo. O gol sofrido ontem chega a ser constrangedor – afora o fato de ser do Obina. Uma falha de posicionamento de Rafael, uma falta de vontade do Luan pra fazer a cobertura e uma mansidão como se fosse um jogo de casados contra solteiros depois da cagada feita. Ninguém pra cobrar um do outro, todos com cara de bocó indo repôr a bola pra reiniciar a partida.

A situação já está posta. Ainda faltam mais cinco jogos de portas fechadas em São Januário. A torcida está lá! Seja do lado de fora no bar, em casa vendo na TV, na história que os ventos sopram ali na Colina. O elenco também está lá e precisa ser revisto, reforçado, porque não foi a primeira contusão do Guiñazu, o Rodrigo já não é garoto, o Éverton Costa não deve mais jogar na temporada, o Thalles não custa ser vendido na atual situação do clube… Ainda dá tempo de se ligar nos sinais e corrigi-los. Não há razão para pânico, mas tampouco para continuarmos achando que será mais fácil do que em 2009.