Presidente da Lusa escapou da prisão. Errou novamente

Leia o post original por Wanderley Nogueira

Ilídio LicoLogo depois de mandar o time sair de campo, em Joinville, o presidente da Portuguesa disse: “eu seria preso. Se o time jogasse, eu seria algemado”.

Mais uma vez, ele perdeu a chance de tomar a decisão certa.

A sua prisão seria consagradora e poderia reatar de vez a sua relação com CBF.

É óbvio que o time jogará na Série B (e precisa torcer para não tomar punição ainda maior…) .

Se ele fosse preso por desobedecer uma ordem judicial, a CBF teria a obrigação de defendê-lo. Hoje, a cartolagem-mor quer implodi-lo.

Ele algemado teria espaço no Jornal Nacional, e seria mostrado como o dirigente que “foi preso por não concordar em tirar o time de campo”.

Atrás das grades, falaria que “o meu clube foi prejudicado , roubado, injustiçado, mas a Lusa não quer prejudicar a competição que já começou”.

Claro, diria que quer a Série A,  mas não podemos ser irresponsáveis. Entramos em campo em Joinville e jogamos até o fim. Eu decidi não cumprir a ordem judicial, até porque sabia que ela seria cassada com facilidade” .

Ilídio Lico seria prisioneiro por alguns minutos e nunca mais seria esquecido.

A torcida, solidária, não sairia da porta da delegacia. Lá da cela, ele ouviria a multidão : “Ilíiiiiiidio….Ilíiiiiidio…” .

O STJD iria defendê-lo, Marin diria que ele era um mártir .

Marco Polo Del Nero pensaria em convidá-lo para ser vice da CBF .

Vicente Cândido proporia uma homenagem na Câmara Federal para a entrega do título “Cartola da Resistência” .

Sentado no banco de cimento, ele teria tempo de pensar naquilo que diria quando fosse libertado.

Diante de dezenas de microfones e câmeras ele poderia soltar , por exemplo:

“Um homem convicto, é prisioneiro”

“Sou um prisioneiro da minha ideia”

” A culpa não é minha, é do fato” .

Enfim, o presidente da Lusa se transformaria em um líder .

Entraria naquela masmorra, levado por um camburão e sairia nos braços do povo.

Uma pena…