O jogo desta noite não é para guri

Leia o post original por Pedro Ernesto

O jogo desta noite em Buenos aires não é para guri. É para homem-feito, calejado, experimentando em muitos jogos importantes e internacionais. Wendell não pode jogar. Então, Enderson Moreira precisava escolher entre Breno, um iniciante, e Léo Gago, um jogador com limitações técnicas, mas com muita experiência. Eu ficaria com o último.

Léo Gago tem força, maturidade, é um jogador afeito às dificuldades que o Grêmio enfrentará hoje à noite. Ainda por cima, dá ao time uma valência que não existia: a bola parada. Ele tem um chute muito forte e pode decidir o jogo com um único arremate do seu pé esquerdo. Breno poderia tremer, sentir a responsabilidade e não  se adequar a uma partida internacional, ainda mais contra um grande adversário argentino, que precisará ganhar o jogo e fazer vantagem de gols.

San Lorenzo

De todo os grandes clubes argentinos, o San Lorenzo, ex-clube de D’Alessandro, é o único que nunca chegou ao título da Libertadores. Por essa razão sua torcida está tremendamente motivada e promete lotar o estádio Nuevo Gasómetro e fazer grande pressão contra o Grêmio.

O Tricolor não deve esperar facilidades no jogo de hoje à noite. Por isso penso em Léo Gago, torço muito pela recuperação de Marcelo Grohe, por e também espero que o Grêmio reencontre o futebol que já mostrou na Libertadores, quando foi o segundo melhor da fase de grupos.

Otavinho

Finalmente o departamento médico do Inter liberou Otavinho para o técnico Abel Braga. Se é verdade que o time está montado, também é verdade que este jogador surge como opção importante ao ataque com sua velocidade. Neste momento, não se sabe se Alex jogará no Maracanã, contra o Botafogo. Otavinho pode ocupar o seu lugar. Se Alan Patrick fracassar em algum jogo, Otavinho outra vez é possibilidade de entrar em campo. O Inter conseguiu formar um quarteto de meias com jogadores de grande habilidade, mas faltava a opção de velocidade. Ela aparece com Otávio, que estará à disposição.

É Demais

Não é sempre que um time do Interior consegue passar na primeira fase da Copa do Brasil. Isso só qualifica a façanha do Novo Hamburgo frente ao Joinville, um time de série B, que foi derrotado no Estádio do Vale e só conseguiu empatar com o Noia na Arena Joinville.

Esse é um resultado significativo. O futebol de Santa Catarina, afora a dupla Gre-Nal, está muito adiante ao futebol gaúcho. Ele tem três na primeira divisão, e dois na série B. Só temos times na série C. Quero valorizar de sobremaneira a classificação do Novo Hamburgo. Ela representa uma ponta de sucesso no futebol do RS, fora a dupla Gre-Nal. O nosso interior merece.