Ao Léo

Leia o post original por Mauro Beting

O Santos e o santista devem muito ao maior vencedor de títulos depois da aposentadoria de Pelé, há 40 anos.

Um dos 10 que mais atuaram pelo clube do camisa 10 dos camisas 10.

Um cara que é de Seleção. Foi de seleção. Foi oito vezes campeão. Foi sempre bem colocado no apoio. Foi bem na marcação. Respondeu duro quando não gostava da colocação. Colocava-se algumas vezes além do necessário.

Mas sempre foi leal. Foi o Léo que o Santos, agora, deixou ao léu. Despediu sem despedida. Não teve carinho por quem tantas vezes deu carrinho. Condição. Campeão ao Santos.

Léo, como tantos na Vila e em outros campos, foi esquecido na hora que mais devia ser lembrado. Jubilaram uma carreira de tanto júbilo. Deram adeus como se fossem deuses.

Não é assim. E é normalmente assim que se faz em vários campos da vida.

Muitas vezes não sabemos como começa uma história de amor. Quase sempre sabemos quando ela acaba. E, de novo, não souberam dar na Vila um final feliz.

Justamente a quem deu o final mais feliz de um jogo em 102 anos de história. Justo quem bateu de pé direito no ângulo corintiano em 2002. Justo quem deu o último chute na bola do BR-02. Quem acabou com a fila de 1984. Quem foi pela primeira das tantas vezes campeão. Como o Santos de tantos. Poucos como Léo.