Clubes não aguentam mais: ricos, famosos e …. ex-jogadores

Leia o post original por Mion

Adriano, goleador talentoso, famoso, rico e hoje ex-jogador

Adriano, goleador talentoso, famoso, rico e hoje ex-jogador

A crise financeira assola a economia mundial, inclusive o futebol, menos no Brasil. Enquanto o país é tomado por greves de categorias buscando melhores salários, no futebol as cifras estão fora da realidade. O professor briga por mais 50 ou 80 reais , enquanto jogadores recusam propostas de 280 mil porque querem 300 por mês. Estamos falando de 3 a 4 milhões ao ano. Não estou comparando profissões, apenas mostrando o abismo inconcebível de valores, se bem que acho professor muito mais importante que jogador de futebol, mas isto é outro assunto.

No futebol paranaense tivemos recentemente o novo fracasso de Adriano. Outra oportunidade jogada fora. Imperador serve de parâmetro: mundialmente famoso, com apenas 32 anos e dentro do panorama técnico do futebol brasileiro, seria titular absoluto da seleção na Copa. Imperador em forma, Fred não faria cócegas. Não precisaria estar nem 100%, uns 70% já bastariam. O último ano como jogador profissional foi em 2009 quando mesmo fora da condição ideal levou Mengão ao título brasileiro. Na época com 27 anos. De lá para cá virou ex-jogador e mesmo assim voltou para Roma, retornou ao Fla e ainda passou por Corinthians e Atlético. Um ex-jogador encostado, vivendo de seu nome e ganhando muito dinheiro.

Recentemente o Flamengo encarou outra reprise: Carlos Eduardo, 26 anos, ganhava 500 mil por mês e mostrou também entrar na categoria de ex-jogador. Promotor de grandes festas, arrastou o elenco rubro-negro pra baderna, inclusive sendo pivô da saída do técnico Mano Menezes, que viu não ter solução. E mais:  Luiz Antonio, um dos destaques do Fla na conquista da Copa do Brasil, ganha 20 mil por mês, enquanto Carlos Eduardo organizava festas e amargurava o banco de reservas. O “prata da casa “pirou e tentou sair. Infelizmente o dinheiro fácil, segurança financeira mexem com a cabeça de certos jogadores. O mais incrível, dirigentes ainda arriscam fortunas. Hoje jogadores diferenciados (não são craques) saem muito jovens, atuam poucos anos no exterior, enriquecem e perdem noção de tudo. Deslumbrados, largam o futebol perdem compromisso de dar o melhor dentro de campo. Vivem apenas de momentos esporádicos e da fama. Fazem um golzinho ou jogada diferenciada, por isso acham o bastante. Voltam para o Brasil, na verdade, para aproveitar todos benefícios extravagantes proporcionados pelo dinheiro. Convenhamos não existe país melhor do que o Brasil. Com dinheiro sobrando vive-se o máximo de prazer e desperdício.

Por ter fama conseguem salários altíssimos, atraem pessoas que buscam comissões ou participações. Não sei se são dirigentes, técnicos ou outros membros do clube, mas não dá para entender por exemplo, Valdívia há tantos anos no Palmeiras, ganha meio milhão de reais, joga pouco e ainda tem contrato renovado. Poderia citar dezenas de casos como o dele. Os dirigentes atuais geralmente são empresários, homens de sucesso em suas vidas profissionais. Como cometem erros crassos? Temo que não sejam, apenas erros. Infelizmente muita coisa mudou no futebol, menos o fato de que dirigentes, técnicos e jogadores passam, os clubes ficam. No caso, cada vez mais falidos e desrespeitados.