Crises com três ídolos marcam gestão de Nobre no Palmeiras

Leia o post original por Perrone

Alan Kardec é o terceiro ídolo do Palmeiras que sai do clube de forma turbulenta desde que Paulo Nobre assumiu a presidência, há aproximadamente um ano e três meses.

O primeiro foi Barcos, negociado com o Grêmio em fevereiro de 2013. O atacante, até então idolatrado pela torcida, disse que a diretoria não falou a verdade ao afirmar que a sua saída foi feita em acordo mútuo. Declarou que não qyerua se transferir, mas teve que sair por causa da vontade da direção.

Em janeiro foi a vez de Henrique, capitão do time ser vendido para o Napoli. Sua saída aconteceu em meio a um atrito por causa de uma dívida de aproximadamente R$ 1 milhão cobrada pelo atleta. O jogador se irritou com a demora de Nobre para definir quando faria o pagamento e enviou uma notificação extrajudicial para fazer a cobrança. O presidente se irritou mais ainda e negociou o beque na primeira oportunidade. Para pessoas próximas, Henrique disse que queria continuar no clube que ficou magoado com o dirigente.

Já Alan Kardec acaba de trocar o Palmeiras pelo São Paulo após uma desgastante negociação entre seu pai e Nobre. A saída do atacante gerou uma campanha de sócios-torcedores do clube que ameaçam deixar o programa em protesto contra a perda de Kardec.

Durante a entrevista concedida por Nobre nesta segunda, este blogueiro tentou perguntar sobre os desentendimentos com ídolos, mas não teve o microfone passado pela assessoria de imprensa do clube.

Porém, Nobre foi indagado se não poderia ficar manchado pelas saídas de Barcos e Kardec, que eram adorados pela torcida. “Barcos foi trocado por um grupo de jogadores e uma parte em dinheiro numa negociação que rendeu pra gente o Leandro. Foi praticamente uma troca de Leandro por Barcos. Um tem praticamente dez anos a menos do que o outro. O Kardec veio de graça e saiu de graça. Fico muito chateado como torcedor e como presidente, mas não posso tomar atitudes para ficar sendo enaltecido pela torcida. Tenho a obrigação de defender os interesses da instituição, por mais que eu possa ficar manchado por isso. Sem problemas”, respondeu o presidente.