Há um mês, Corinthians ofereceu R$ 350 mil por mês para Kardec

Leia o post original por blogdoboleiro

O Corinthians ofereceu R$ 350 mil mensais para Alan Kardec assinar contrato por cinco anos. A oferta corintiana foi feita antes do atacante e estafe dele desistirem de conversar com o Palmeiras e abriram negociação com o São Paulo. A oferta corintiana era R$ 80 mil a mais do que Kardek receberia se cumprisse todos os itens previstos no contrato de produtividade.

O São Paulo vai pagar menos do que o Corinthians ofereceu. O compromisso com Alan Kardec será de cinco temporadas.

Na última rodada de negociação com o Palmeiras, o jogador chegou a $230 mil por mês e o clube oferecia R$ 200 mil como salário fixo. Neste ponto, o executivo de futebol José Carlos Brunoro perguntou: “Por R$220 mil, vocês fechariam?”. Alan Karde, pai e procurador do atacante, respondeu: “Por 220 mil, eu fecho agora”. O dirigente palmeirense disse no entanto que precisava consultar o presidente Paulo Nobre. Quando retornou, ofereceu R$ 215 mil. Neste momento, Alan Kardec pai perdeu a paciência: “Eu me emputeci”.

A partir daí, ele passou a dar entrevistas avisando que iria começar a escutar outros clubes interessados. Mandou recado para Nobre, que não o procurou de volta até começarem os rumores de que o São Paulo tinha entrado firme na conversa.  

Este silêncio provocou um medo no pai de Alan Kardec: “Fiquei apavorado com a possibilidade do meu filho voltar para Portugal. Depois de dois meses cedendo sem chegar a algum acordo criou este receio. Não queria que se repetisse o que aconteceu no Santos”, disse lembrando da negociação com o Peixe que não deu certo e o atleta foi obrigado a retornar ao Benfica.

Agora, o Palmeiras vai comunicar o Benfica que desistiu de contratar Alan Kardec. O atleta terá que retornar a Portugal para definir sua mudança para o São Paulo.

TOMBOS HISTÓRICOS DO SÃO PAULO

Restou ao presidente Paulo Nobre dizer que o São Paulo foi “antiético” e não citou o nome do colega Carlos Miguel Aidar. Tratou dele como “o senhor que ganhou a presidência do São Paulo”. E, ao lembrar que as relações entre as diretorias de Palmeiras e São Paulo “são péssimas desde a década de 40”, Nobre pensou em “rasteiras” que os palmeirenses levaram em tempos mais recentes.

No último sábado, quando foi informado pelo pai de Alan Kardec que o atleta estava compromissado com o São Paulo, Paulo Nobre contou esta rixa histórica, iniciada quando os tricolores queriam a extinção do Palestra Itália alegando que o clube era simpático ao eixo nazi-fascista da Segunda Guerra Mundial.

Mas era só puxar a memória para 2005 e lembrar como o meia/volante Richarlyson foi contratado pelo São Paulo na manhã do dia em que ia terminar os exames médicos com o Palmeiras. O médico palmeirense ficou esperando pelo jogador no HCor, enquanto Rickie e o pai Lela foram atraídos pelo auxiliar técnico Milton Cruz até o CT da Barra Funda. “Achei que me encaixo melhor no São Paulo”, disse Richarlyson.

Em 2006, depois de “esquecer” de fazer uma proposta para o lateral-direito Ilsinho – atleta desde a base que já tinha disputado seis partidas com o grupo profissional – o então presidente Affonso Della Monica viu o garoto se mudar para centro de treinamento vizinho. “O Palmeiras teve meses para falar com a gente, mas não falou?”, disse o empresário do atleta Wágner Ribeiro.