Rasgar carteirinha

Leia o post original por Mauro Beting

No passado, derrotas vexatórias levavam a uma ação coletiva-individual que virou expressão:

– Se o time perder tal jogo ou qual campeonato, eu rasgo minha carteirinha de sócio!

Até quem não era sócio “rasgava”. Quando havia como rasgar um pedaço de papel. Não as carteiras de plástico atual.

Hoje, e a saída de Alan Kardec é caso para reflexão, a ameaça é desfiliação do plano de sócio-torcedor.

Atualização para os dias de hoje do ato de rasgar carteirinha.
Um retrocesso sempre.

Entende-se a raiva, ira, tristeza, desidratação, frustração, decepção, tudo do torcedor.

Mas não se pode tolerar o abandono. Ainda mais em um momento em que tanto o clube precisa.

O sócio-torcedor é do clube. Não do gestor atual. O dinheiro que entra vai pro clube, não pro bolso do dirigente. O investimento no plano é por um clube mais rico, mais forte, mais tudo.

Deixar de pagar o sócio-torcedor não é bom para o sócio e muito menos para o torcedor.

Existem outras maneiras de cobrar. Protestar. Exigir.

Pelo bolso, sabidamente, sempre dá mais resultados.

Mas, no caso, os placares serão ainda piores.