Risco de crise preocupa comissão técnica do Palmeiras

Leia o post original por blogdoboleiro

O presidente do Palmeiras, Paulo Nobre, convocou a imprensa para uma entrevista coletiva na Academia de Futebol. Deve explicar se o clube perdeu mesmo o atacante Alan Kardec para o São Paulo. E tentar convencer os palmeirenses de que a direção não errou. O jogador é ídolo: sua camisa é a mais vendida entre a de todos os integrantes do atual elenco.

Uma crise se avizinha na Academia de Futebol do Palmeiras. E o gatilho pode ser o desfecho das negociações para reforma de contrato com o atacante Alan Kardec. Se o clube não conseguiu evitar a ida do atleta parta o São Paulo, os dirigentes poderão sentir a pressão dos torcedores, tanto organizados, quanto apaixonados. O Blog do Boleiro recebeu e-mails de palestrinos que aderiram ao programa Avanti, mostrando a vontade de cancelar o plano.

A avaliação da crise nas arquibancadas e em campo é da comissão técnica do time. Ninguém fala publicamente, mas ficou claro que se Kardec for embora, o atual elenco perde o único atacante confiável no momento. Daí a pressão que o técnico Gilson Kleina faz para que os dirigentes tentem segurar Kardec. “Ele é ótimo jogador e vinha bem, animado e contribuindo para o grupo”, avalia o treinador.

Neste domingo, Kleina conversou com José Carlos Brunoro, executivo de futebol, e Omar Feitosa, gerente. Ouviu que ainda há possibilidade do clube renovar contrato e comprar os direitos econômicos do atleta. Uma reunião ficou marcada para esta segunda-feira. “Vamos ver se o Kardec vai treinar”, disse o técnico.

Mas o técnico anda ressabiado. Afinal, este episódio com Kardek lembra o que aconteceu no início da temporada de 2013, quando o clube trocou Barcos com o Grêmio, pegando em troca cinco atletas e uma quantia em dinheiro. Na época, Kleina participava de um programa na TV Bandeirantes e foi informado pelo repórter da perda do atacante titular.

Não deve ser difícil o treinador achar que pode ser atingido pela crise provocada por mais uma perda de jogador. Aliás, Brunoro já tinha admitido que a política de salários com um piso menor e bonificações por desempenho  poderia frustrar contratações ou a manutenção de jogadores.