Decisão para o Grêmio: enfrentar um time argentino na Libertadores é sempre perigoso

Leia o post original por Pedro Ernesto

Não será fácil. Não vá o torcedor entender que esta vantagem mínima conseguida pelo San Lorenzo é fácil de ser quebrada. O adversário do Grêmio quer ser campeão da Libertadores pela primeira vez e até promete altas gratificações para os jogadores, caso consigam passar para a próxima fase.

No time de Enderson Moreira há duas grandes novidades. A primeira é que Ramiro vai para o banco de reservas, ficando Zé Roberto no time. Serão dois volantes, dois meias e dois atacantes. A outra modificação importante é que volta Luan, um jogador que remete qualidade ao time.

Mas enfrentar um time argentino é sempre muito perigoso. Eles sabem jogar tão bem fora como dentro de casa. Mesmo que o San Lorenzo seja um time de qualidade apenas mediana, traz consigo a catimba e a forma argentina de jogar futebol. Jogo perigoso, mas com boas chances do Grêmio seguir adiante na Libertadores.

Ataque
O Grêmio precisa marcar dois gols se não levar nenhum. Não será muito fácil porque os argentinos devem vir retrancados e o time tricolor tem dificuldades de marcar gols. Mas atacar será uma exigência para quem tem a desvantagem do um a zero conseguida pelo time argentino no seu estádio.

Só que não deve ser um ataque de índios. Deixar espaço, ir loucamente para cima do adversário, ser pressionado pela torcida, tudo isto pode trazer o prejuízo do contra-ataque. Existe uma equação que deve ser entendida pelo Grêmio: precisa atacar sem esquecer que tem que defender bem, sem espaços para o adversário. São as dificuldades da noite.

Valdívia
Foi Clemer que lançou este jogador no ano passado. Ele não chamou muito a atenção porque o time estava desarrumado, beirando o rebaixamento. Este ano, com o time mais organizado, e pela opinião do técnico Abel Braga que admira o jovem, ele se coloca como provável titular do time.

Acontece que ele vem bem e Alan Patrick, depois de dois Gre-Nais estupendos, caiu de produção nos dois jogos do Brasileirão. Se ele continuar mal, pode ver o jovem Valdívia entrar em seu ligar e ocupar o espaço.

É demais
O Real Madrid estraçalhou o Bayer em Munique. Sérgio Ramos se encarregou de fazer dois gols de cabeça em duas bolas paradas, e Cristiano Ronaldo sacramentou a goleada de 4 a 0 com dois belos gols. Tudo porque o Real tinha a vantagem mínima.

Quando fez o primeiro gol, o time alemão entrou em surto. Sabia que precisava marcar três gols, que se não é impossível, é muitíssimo complicado. O Real mandou no jogo, aproveitou o desespero do adversário e conquistou uma extravagante vitória. É finalista da Liga dos Campeões da Europa e Cristiano Ronaldo é o maior goleador desta competição, com 16 gols.