Para que abril acabe logo…

Leia o post original por Bruno Maia

Para fechar este mês tenebroso, vamos nós seguindo com a Caravana Rólidei vascaína. Além de acumular pontos no cartão de milhagem, nesse nosso Bye Bye Brasil com cara de Abril Despedaçado, os jogadores – que estão longe de ser estrelas de cinema – este ano têm a chance de ver a grandeza nacional do clube, conhecendo de perto torcedores de todas as regiões, que mantém o Vasco forte em qualquer lugar que jogue. Similar ao filme de Cacá Diegues, nossa caravana mambembe cruza o país e desta desta vez, sim, estamos indo jogar na Paraíba – ao contrário daquela partida em que Edmundo confundiu os estados, contra o América de Natal, em 1997.

Ao contrário do filme, nossos artistas medianos não têm conseguido fazer ninguém ri. Talvez os adversários. Nessa sequência de piadas prontas que vem sendo vistos nos últimos jogos do time, enfrentar o Treze-PB, o Galo da Borborema, é um péssimo indício. Adílson não é nenhum Zagallo para convencer ninguém a engoli-lo, apesar de achar que os jogadores aceitam o que ele propõe. Nem sempre cumprem, mas aceitam.

Se subir para a Série A é obrigação, fazer isso ganhando a Copa do Brasil é a única forma de realmente voltar à Elite por cima. Não dá pra exigir menos, ainda que a esperança pareça inútil neste momento. O Vasco parece que aprendeu um pouco melhor o que é Copa do Brasil nos últimos anos e os vexames de ser eliminados por times cretinos, como foi nossa marca por anos e anos na competição. Nesse contexto, o jogo de hoje tem o papel de acalmar os ânimos e pôr a casa minimamente em ordem para que os reforços meia-boca/engana trouxa possam ser incorporados ao grupo com um pouco menos de pressão e interromper a sequência de resultados negativos.

Na escalação, Adílson Batista vai com poucas alterações em relação aos jogadores que perderam para o time de nome estranho do Mato Grosso. Barrar o Rafael Vaz e Aranda para colocar Douglas Silva e Danilo são boas opções, sobretudo a saída do Aranda. O Danilo é um sopro real no meio-campo e pode ajudar o Felippe Bastos a errar menos. Não que mude radicalmente o panorama, mas é o que temos e com o que vamos pra cima. Infelizmente, mesmo que dê certo, é uma solução temporária, já que daqui a pouco ele se apresenta ao Braga de Portugal.

Dado nosso momento, não quero nem contar com uma vitória por dois gols, que seria a forma de dar uma amenizada no clima do grupo. Basta o time mostrar que acordou, que largou a morosidade, que voltou a ter uma postura tática minimamente organizada – sobretudo do meio-campo pra frente – e que viramos a página deste mês sombrio. Que venha maio!

**************
Este texto foi publicado com atraso, em função de problemas técnicos do site no dia 30/04/14.