Cerro Porteño 0 x 2 Cruzeiro

Leia o post original por Mauro Beting

Quando a Raposa de 2014 parece que vai, empaca. Quando a crista parece que sobe, o time cai. Empata. Perde. Quase se perde.

Mas quando duvidam do que pode fazer o Cruzeiro, aí precisam olhar pras estrelas e ver que, quase toda noite, sempre tem alguma brilhando. Quando não duas. Quatro. Todas do bi. Ainda possível tri.

Não duvidem do Cruzeiro. Nem com um homem a menos depois da expulsão de Bruno Rodrigo. Ou, no caso, times iguais, que de novo o recordista Fabio foi pelo time o que Raul Plasmann foi em 1976. Dida em 1997. Quem sabe agora?

Fábio deixava o time com 11. E deixaram o Cruzeiro fazer o que bem sabe na bola parada. Everton Ribeiro procura Dedé. A bola procura o gol da classificação.

O Cerro baixou o ferro. Descontrolou-se pela enésima vez nas Libertadores que mal sabe jogar. Dagoberto, das boas mexidas de Marcelo, colocou a pá de cal. O cala-boca nas cornetas. A sobrevida do Cruzeiro vivo. Vivíssimo. Emocionante até demais.

Enquanto há estrela no céu, nenhuma bola e nenhum jogo está perdido. É preciso o time ter mais consistência. Equilíbrio. Até mesmo pé no chão. Não imaginar que está tudo dominado. Muito menos tudo perdido. Está tudo ainda em jogo. E, nesses jogos, até pela Libertadores maluca que estamos vendo, o Cruzeiro eu compro.