Grêmio 1x 0 San Lorenzo (2 x 4 pênaltis)

Leia o post original por Mauro Beting

Parecia tudo tudo pouco tricolor na Arena. Quando o melhor do San Lorenzo, Piatti, perdeu bola limpa que sobrou para Rodriguinho chutar-cruzar, Dudu cabecear-orelhar-ser-alvejado-pela-bolada, e o Grêmio gremiar.

Daqueles gols que ninguém parecia crer. Nem os tricolores que mais creem que torcem. E o gol saiu aos 38 minutos do segundo tempo. Quando os não-gremistas então passaram a crer até em goleada do Tricolor até o final. Mas não foi possível. O time que brilhava na primeira fase da Libertadores foi se apagando, também nas finais estaduais. Nem com Zé Roberto articulando para a velocidade do apagado Luan e do iluminado Dudu. O jogo não foi bom.

Mas suficiente para chegar aos pênaltis. Quando Barcos, que tanto merecia um gol pelos quase belos gols que fez na primeira etapa, perdeu o primeiro chute. E o Grêmio foi definhando até ser eliminado por mais um não-gol. Um quase-gol. Alguns erros individuais e coletivos. Méritos inegáveis de um rival que cresce na competição na chamada hora certa. Contra um Grêmio que caiu quando não podia.

Ou não caiu. Empatou. E errou mais chutes decisivos no final. Acontece. Isso já foi favorável tantas vezes ao Grêmio. Desta vez não rolou. Faz parte. Tanto quanto apoiar o bom trabalho feito. Apostar na boa gurizada – a que ainda não foi vendida. E torcer para que essa zica dos últimos tantos anos passe.

O Grêmio já teve desafios muito maiores. E os superou ficando ainda maior.

Tem tempo. Tem Grêmio.