Treze observações

Leia o post original por Bruno Maia

crédito: Marcelo Sadio/C.R Vasco

Um resultado que não reverte o clima de desconfiança em São Januário, mas também não o agrava. Diante disso, treze observações que explicam a partida desta quarta.

1 – Na atual circunstância do Vasco, só Thalles salva. Marquinho do Sul e Yago ajudam.
2 – Vasco com sete desfalques. O Treze também jogou com mais da metade do time reserva. Resultado: Pelada e bumba-meu-boi.
3 – A quantidade de Douglas em campo. Eram QUATRO ao todo! Um jogo assim não pode ser bom.
4 – Dentre eles, destaque para a incapacidade do grisalinho de se ligar nas partidas, de exercer a função de comando dentro do campo, de motivar os mais jovens. Douglas parece estar apenas esperando bolas paradas para mostrar que entrou em campo. Nem na hora do gol ele foi capaz de vibrar.
5 – A insistência em Reginaldo como titular faz com que o Vasco sempre perca pelo menos 45 minutos até começar a criar. Já é hora de colocar Marquinhos do Sul de titular para vermos como ele reage a essa responsabilidade. O ânimo juvenil com que ele entra no segundo tempo lembra o Bernardo e dá vida ao nosso ataque. O cruzamento que ele fez para o primeiro gol já foi mais do que o Reginaldo nos últimos 12 anos.
6 – A inoperância de Montoya, somada à incapacidade de Reginaldo, obrigava Thalles a sair da área para buscar jogo durante toda a primeira etapa. Armar jogada não é com ele e, fora da área, nos deixava sem opção de finalização.
7 – Yago precisa ser titular até que algo novo se mostre melhor. Por ora, é indiscutível. Sua dupla com Marquinhos do Sul, cada um abrindo por um lado, abastece Thalles e dá vida ao ataque. Foi o que se viu no segundo tempo.
8 – Pelo menos dessa vez, Adílson agiu um pouco mais rápido e não esperou faltar 15 minutos pro jogo acabar pra mexer no time.
9 – Fellipe Bastos em mais uma partida totalmente perdido e vendido na marcação. Na hora do primeiro gol, ficou reclamando, abrindo os braços antes de perceber que era ele o principal responsável por não ter acompanhado o jogador do time paraibano, que finalizou tranquilamente. Fora a enorme quantidade de passes errados, que ele disfarça abrindo os braços e reclamando o tempo todo.
10 – A pontaria do Danilo. Apesar da boa partida que fez no primeiro tempo, o garoto mostrou uma deficiência grave nas finalizações, com muitos chutes, porém todos bem longe do alvo.
11 – A insegurança de uma zaga que enche de motivação até o ataque mais inoperante. A bateção de cabeça entre Luan, Douglas Silva e Diogo Silva logo no início da partida foi um convite, prontamente aceito pelo time paraibano durante toda a primeira etapa.
12 – A defesa acidental do goleiro do Treze em cabeçada de Douglas Silva no primeiro tempo. Ele vai levar mais treze anos pra pegar outra daquela.
13 – Isso é número de botafoguense. Vide a camisa dos caras. Que eles iam perder, era fato, mas vai ser preciso trazê-los para São Januário para impôr a freguesia definitiva que seus equivalentes cariocas já conhecem bem e passar pra próxima fase.

Vamos para a próxima. Abril acabou!!!
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