Após empate na Copa do Brasil, incertezas voltam a atormentar o time do Inter

Leia o post original por Pedro Ernesto

O torcedor colorado terminou o Gauchão mais empolgado do que em anos anteriores. As finais contra o Grêmio e o placar acumulado de 6 x 2 parecia mostrar que os fracos parâmetros do Estadual haviam sido deixados de lado pelo enfrentamento com um time de primeira linha. Bastaram duas rodadas do Brasileirão e um jogo da Copa do Brasil e as incertezas voltaram, mesmo que os resultados não apontem derrota.

O desempenho está abaixo do necessário para pensar em título. Abelão tem se repetido com críticas ao final das partidas e está absolutamente correto. É um primeiro passo para a busca do caminho certo. O que o técnico não consegue explicar é o porquê da demora em soltar mais entre os titulares o jovem Valdívia.

O momento é do garoto, como no passado foi de Otávio e mais recentemente de Alan Patrick. Com a oferta farta de jogadores, não se pode perder tempo quando um se destaca. A substituição comprometedora contra o Botafogo e a entrada atrasada em Cuiabá podem ser redimidas com a titularidade neste domingo.

Caras-de-pau

O ocorrido com Barcos após o jogo contra o San Lorenzo é inadmissível. Cercar e sacudir o carro de um jogador não é coisa de torcedor. Intimidar um profissional, ameaçá-lo, colocar em risco a família, incluindo uma criança, não pode ser tolerado.

Não há má atuação, falta de gols que justifique. Este fato sai do âmbito esportivo e entra na área policial. Indignado, o atacante falou o que tinha que falar, que se alguém tem que tirá-lo da equipe, que seja o treinador. Barcos pode não ser o avante que a torcida esperava, mas os indivíduos que o ameaçaram apenas dificultam uma melhora.

Culpado

O Atlético-MG tem em Alexandre Kalil um presidente que vai além do gabinete. É do tipo protagonista em tudo. Foi responsável direto pelos acertos que levaram o Galo ao título da América no ano passado, a começar pela contratação de Ronaldinho. As receitas de Kalil, porém, falharam em 2014. Foi mal ao buscar Paulo Autuori e não foi bem em resgatar Levir Culpi.

Dirigente de fortes, por vezes surpreendentes, e sempre objetivas declarações, fez certo ao assumir a culpa pelo fracasso na Libertadores. É esperar agora por novas atitudes fortes e ficar atentos ao twitter, no qual anuncia sempre as novidades.

É demais

Passadas as perdas do Gauchão e da  Libertadores, o Grêmio precisa dar sinais de mudança. Nada que seja forçado, mas que resgate a maneira de jogar dos jogos contra Newell’s ou Nacional de Medellin. Agora é a chance de Enderson fazer alterações como Ramiro no lugar de Pará ou Alan Ruiz na vaga de Zé. Um bom resultado na Vila estabiliza a campanha no Brasileirão. Uma derrota, porém…