O que mais precisa acontecer para que alguém faça alguma coisa?

Leia o post original por Flavio Canuto

O que dizer sobre desastre que foi o segundo tempo de hoje? Qualquer outra diretoria mandaria esse treinador embora no próprio vestiário , não dá mais! Vamos lá falar sobre mais esse jogo…

Após um primeiro tempo no qual saiu ganhando com méritos por 2 a 1, o Palmeiras literalmente despencou ladeira abaixo e permitiu ao Flamengo virar o jogo e vencer por 4 a 2, no estádio do Maracanã.

Com o time carioca fechado no seu campo defensivo e apostando em eventuais contra-ataques, o Verdão começou criando boas chances. Logo aos 10 minutos, abrimos o marcador, com um golaço do Wesley, após boa trama que passou pelos pés de Valdívia. Pena que nem deu tempo pra comemorar direito.

Apenas três minutos depois, Nixon aproveitou a Avenida Juninho, cruzou e encontrou Paulinho livre na área. O atleta rubro-negro não perdoou, e com o gol escancarado, empatou a partida. Na ocasião, o zagueiro Marcelo Oliveira estava cobrindo a lateral e, na área, estavam apenas Lúcio e o goleiro Fernando Prass.

O Palmeiras, no entanto, continuou com bom toque de bola e Valdívia estava livre para armar boas jogadas. Até aquele momento, o meio-campo era nosso.

Aos 30 minutos, fizemos o segundo gol. Wesley lançou Wendel, que cruzou para Valdivia. O meia, com um raciocínio muito rápido, tocou para o estreante Henrique, que fez seu primeiro gol no novo clube.

Aos 41 minutos, um sinal que a coisa estava feia para o nosso lado. Fernando Prass, contundido, teve que deixar o campo, após boa defesa em chute de Alecsandro.

Prass saiu do estádio com o cotovelo bem inchado e vai passar por exames nesta segunda-feira, em São Paulo. Só falta ficar no DM por muito tempo!

Em poucos minutos da etapa final, ficava claro que com uma única alteração (a entrada do meia Lucas Mugni na vaga de Nixon), o treinador do Flamengo conseguiu consertar todos os seus erros da primeira etapa.

Com o argentino em campo, o Flamengo conquistou o meio-campo e  logo aos 4 minutos conseguiu empatar a partida, com um gol do irritante Massaraújo. Duro de engolir.

Parece que já virou uma sina tomar gol de ex-jogador indesejável. Parece que quanto mais a gente quer ver o atleta longe daqui, mais cedo ele volta para nos atormentar.

O Palmeiras sentiu demais o gol e a virada veio logo. Alecsandro recebe lançamento de Mugni e fica cara a cara com Bruno, que espalma na primeira tentativa do atacante adversário, mas nada consegue fazer na segunda. 3×2.

Aos 17 minutos, Kleina tenta mudar o panorama do jogo com Marquinhos Gabriel na vaga de Serginho (que nem encostou na bola), mas nada aconteceu, e o “baile” continuou.

Aos 27 minutos, a tragédia final. Depois de limpar a defesa palmeirense, o zagueiro Wallace tocou para o Alecsandro que, sozinho na área,  jogou uma pá de cal nas esperanças de um empate. 4×2.

Gilson Kleina ainda sacou Wendel para a entrada de Mendieta. A única coisa que o meia conseguiu foi tomar um cartão amarelo em poucos minutos.

A situação é insustentável. Resta saber agora se a diretoria vai aguardar o jogo da quarta-feira, contra o Sampaio Correia,  para mandar esse treinador embora ou se teremos uma outra “novela”.

Lúcio não pode jogar com outro companheiro de zaga tão lento como o Marcelo Oliveira, é baile na certa. Onde foi parar o Wellington? O garoto não é nenhum gênio da bola, mas estava bem ao lado do veterano Lúcio.

E pra fechar, como pode um time que aspira alguma coisa na temporada atuar com um volante como esse Josimar? Marcelo Oliveira é volante, fez boas partidas nesta posição, e não pode ficar jogando de zagueiro o tempo todo só porque isso funcionou uma vez.

A verdade é uma só: se nenhuma providência for tomada em breve, vamos entrar no recesso para a Copa do Mundo na zona do rebaixamento.

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Abraço a todos!