Marlon & Douglas

Leia o post original por Bruno Maia

No hit parade de São Januário, hoje foi essa a dupla de viola que reinou. Os rubro-negros sertanejos cumpriram seu papel: tomaram o sacode que o Vasco necessitava aplicar para respirar, organizar a casa e seguir o barco rumo ao fim do pesadelo. Melhor do que o resultado foi o time voltando a jogar solto, mais senhor da partida, se impondo com a diferença que nós esperamos ver o Vasco ter sobre todos os rivais da Série B. O jogo deu tão certo que vimos um belo gol sair da triangulação de Felippe Bastos, Aranda e Marlon.

PAROU.

Vocês leram bem. “Belo gol”, “triangulação”, “Felippe Bastos, Aranda e Marlon”. Tudo isso combinado em uma frase só.

A saída de André Rocha abriu espaço para Diego Renan e Marlon, o tímido, jogarem juntos. E deu certo. Acho boa essa alternativa, principalmente com Marlon se sentindo seguro para atacar, como vimos hoje. No Criciúma, ano passado, ele ia bem mais à frente do que vinha fazendo no Vasco até aqui. Tendo Fellipe Bastos, Aranda, Guiñazu, Fabrício disputando posição, a ideia de jogar com dois laterais que avançam dá força ao ataque do Vasco, para executar triangulações com os pontas. Era o que Fagner e Eder Luís faziam tão bem e que tantas portas abriu. Marlon, o tímido, estava tão endiabrado que acabou segurando Diego Renan um pouco mais do que o de costume. Mas o resultado foi excelente.

Queria ver Marquinhos e Yago iniciando uma partida e achei bom. Os meninos foram menos incisivos do que quando vinham entrando no meio do jogo, mas era preciso testá-los nesta situação. Precisam melhorar, mas já foi muito melhor que o Reginaldo e, com certeza, custando menos da metade do preço. Não entendi muito qual era a ideia do Adílson quando tirou o Marquinhos para colocar o Aranda, mas fez efeito. Principalmente com as subidas incisivas do Marlon, a mudança organizou o meio-campo, permitiu essa liberdade que resultou em dois gols. Fora que, finalmente, o paraguaio começou a finalizar parecido com o que fazia no Olimpia, com direito a uma bola no travessão, inclusive.

Falando em finalizar direito, quem diria, Douglas! Finalmente encaçapou de falta e o gol valeu! Parece que o carro saiu do ponto morto, aproveitou a banguela, pegou no tranco e acelerou. Ainda um pouco capenga, mas robusto, com autoridade diante de um adversário que vinha a 10 jogos invicto, mas se apresentou de forma muito frágil.

Quarta-feira é dia da torcida voltar em peso a São Januário. Mais importante do que eliminar o Treze-PB, é reestabelecer a relação do time com sua casa, com seus torcedores, dando ainda mais cor a São Januário. Certamente isso vai ser muito importante para todo o restante da temporada.

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Destaque negativo para o novo patrocinador na camisa do Vasco. Uma coisa horrenda aquele anúncio gigante, também alocado na parte frontal da camisa. Muito feio. Sei que o Vasco precisa de grana, que nossa torcida é um patrimônio com o qual milhões de marcas querem se comunicar, que anunciar na nossa camisa hoje em dia é baratinho, mas não consigo entender que uma marca acha que entrar de forma tão agressiva e feia na camisa de um clube vá ajudar de alguma forma a conquistar o coração de seus torcedores.