Falta de reforços para o Grêmio é preocupante

Leia o post original por Redação Diário Gaúcho

José Alberto Andrade (interino)

O Grêmio pouco ou nada fala sobre contratações. Isto é preocupante. Passados o Gauchão e a Libertadores, já há um consenso de que o grupo tricolor é insuficiente para aguentar a carga no Brasileirão e ainda ter a Copa do Brasil. Não se pode esquecer que a situação financeira é complicada. As loucuras estão proibidas. Qual seria hoje, neste contexto, então, o maior reforço para o clube? os vencimentos em dia. Este é o principal fator para evitar qualquer tensão interna – natural nestas situações – e, assim, estabelecer um ambiente em que a hierarquia seja obedecida, capacidades técnicas sejam desenvolvidas a pleno, e que as estratégias tenham sucesso.

Óbvio que os problemas são alheios à vontade dos dirigentes e não consta que tenha havido algo negativo diretamente ligado à realidade financeira do clube. Este, contudo, é um risco iminente que outros clubes já viveram e tantos ainda viverão. Redobrem-se os esforços de uma diretoria que adotou a necessária política “pé no chão” e que, por isto, mesmo convicta e coerente, corre alto risco de contestação.

Em forma

Uma boa notícia para Felipão nos últimos dias antes da convocação é Fred. O atacante do Fluminense está jogando normalmente no seu clube e até fazendo coisas pouco comuns, como correr atrás do adversário para cercar e ajudar ao sistema defensivo. O técnico da Seleção sempre admitiu que tem um cuidado especial com a condição física de seu centroavante.

Se não estiver na ponta dos cascos, Fred perde muito em desempenho. A perspectiva é boa e isto tranquiliza. Até a Copa, as preces do treinador, feitas em Farroupilha para Nossa Senhora do Caravággio, certamente são para que ninguém se machuque e que Neymar se recupere plenamente dos recentes problemas.

Parceria

Delcir Sonda está de volta ao universo colorado. A contratação do argentino Carlos Martin Luque está selando o reatamento de uma relação que sofre muitas contestações internas no clube, mas que já rendeu bons frutos. O principal deles é D’Alessandro. Não fosse o dinheiro do empresário, o Inter não teria contratado o argentino. Há ainda o lateral Kléber ou o apagado equatoriano Bolaños para citar alguns outros exemplos.

O problema destas relações está na permissividade para com o investidor. Por conta de grandes empréstimos, não se pode colocar em risco a propriedade dos direitos de jogadores da base. É imperativo evitar que o futuro da agremiação fique refém de uma pessoa ou de um grupo econômico.

Mais um

Os argentinos falam muito bem de Calos Martin Luque, provável reforço colorado. Dizem que sua velocidade e capacidade de conclusão com o pé esquerdo são notáveis. O Inter busca mais um hermano  para tentar lhe dar alegrias como fez D’Alessandro ou mesmo Guiñazu. Das contratações recentes do país de Messi, os dois despontam como as melhores, ficando Dátolo e Abbondanzieri num plano bem inferior, enquanto Bolatti, Scocco e Cavenaghi são grandes decepções.

Luque viria para atuar ao lado de Rafael Moura, ficando na marca do pênalti a titularidade que hoje é de Alan Patrick. Sorte deste que tem até após a Copa para garantir a posição e deixar o gringo no banco.