Quando o Stjd brinca de apitar jogo

Leia o post original por Mauricio Noriega


O Stjd presta um péssimo serviço ao futebol brasileiro quando brinca de juiz de futebol e aplica penas que são direito exclusivo dos árbitros durante os jogos.

 Não se consertam em tribunal erros de arbitragem, a não ser que sejam erros de direito, de flagrante descumprimento das leis do jogo. Erros de interpretação pertencem ao universo das quatro linhas.

Se o tribunal pode “apitar” um jogo dias depois, usando imagens da TV, e tomando medidas técnicas e disciplinares, então é melhor usar o recurso eletrônico em campo, através dos árbitros, que conhecem muito mais a regra do jogo do que procuradores e auditores do Stjd.

Explico: se uma falta é cometida, se um jogador ajeita a bola com a mão e o juiz não vê, se um impedimento não é marcado, esses erros pertencem ao jogo de futebol.
 
É preciso trabalhar para que os árbitros melhorem seus desempenhos e errem menos. Assim como os jogadores, os jornalistas, os torcedores. É a busca de todos nós, a melhora, a evolução.

É cruel que um tribunal tome medidas técnicas de um jogo de futebol que não foram tomadas por um árbitro de futebol.
 
Os tribunais devem julgar os excessos, com base na súmula, o documento oficial do jogo, ou em casos extremos de agressões e pancadaria que escapem aos olhos da arbitragem e ao olhar eletrônico das câmeras.
Retocar decisões dos árbitros de futebol é um precedente perigoso, porque os auditores e procuradores não têm conhecimento técnico das regras do jogo para avaliar.
 
Mas infelizmente isso virou praxe no futebol brasileiro.
É uma pressão adicional desnecessária sobre a arbitragem. O jogo que deve ser apitado é o do campo, não o mostrado com os recursos tecnológicos da TV.