Arena Barueri: Palco de um dos feitos mais espetaculares da história do futebol

Leia o post original por daniel perrone


Nação do Maior do Mundo;

Aquele dia 27 de março de 2011 foi o dia escolhido para ficar gravado para sempre na história do futebol brasileiro e mundial. Era dia de Majestoso pelo Campeonato Paulista. São Paulo e Corinthians disputariam mais uma partida, desta vez na Arena Barueri. O Morumbi, grande palco Tricolor seria usado para um evento internacional.

De um lado, o adversário motivado pelo seu centenário. Do outro lado, Rogério Ceni. O goleiro que se tornou uma lenda ao longo da carreira buscava um feito jamais alcançado por nenhum arqueiro do mundo na história do esporte bretão. Rogério Ceni, 99 gols, buscava naquele dia o centésimo tento da iluminada e gloriosa carreira. Dono de todos os títulos possíveis e alcançáveis, o MITO são-paulino poderia fazer história naquele domingo.

Como de costume, o jogo foi muito disputado. O São Paulo havia saído na frente com Dagoberto no primeiro tempo mas nada de uma falta na proximidade da área. A torcida adversária, tensa pela real possibilidade de ser mais coadjuvante que nunca, cantava tímida em seu espaço reservado. A nação do maior do Mundo, dominante como sempre em seus mandos, impunha categoricamente sua torcida, parecendo já saber do futuro que aquele jogo reservava para a história do futebol.

Eis que aos oito minutos do segundo tempo, Fernandinho sofreu falta no lado esquerdo da grande área. Era a senha para mais uma marca histórica. Rogério atravessou calmamente o campo, embalado pelos gritos da torcida. Só se via câmeras e smartphones empunhados, prontos para registrar o momento histórico. Rogério colocou a bola no ângulo de Júlio Cesar, pobre goleiro corinthiano. Festa absoluta e indescritível: Ceni correu em direção à torcida, ajoelhou-se e tirou a camisa dourada com a qual entrou em campo neste domingo. Os outros são-paulinos, titulares, reservas e membros da comissão técnica, atiraram-se sobre ele em um momento de êxtase jamais visto. Em seguida, Ceni levantou, correu em direção ao seu gol e acenou para os torcedores das arquibancadas laterais. O árbitro Guilherme Cereta foi atrás e mostrou um amarelo pela camisa tirada, punição recebida tranquilamente pelo goleiro, que nunca havia tomado um amarelo em comemoração de gol.

“Nunca tomei cartão assim, mas se o senhor quiser me dar, é seu direito, não é por ser um gol festivo que a regra tem que ser aplicada diferente”, revelou o capitão após o jogo.

Tanto diretores quanto a torcida sabiam que aquele era o dia: A comemoração, com uma explosão de fogos de artifício durou mais de cinco minutos, não cessou mesmo com a bola já rolando e foi intensa e emocionante até o apito final, com a torcida entoando cantos relativos a Rogério Ceni e girando camisas brancas no ar. Na saída do jogo, camisas douradas com alusão ao gol 100 já eram vendidas no mercado informal. Já estava escrito!

A emoção após o gol histórico será eternamente lembrada pelo torcedor Tricolor, mas chegar a 100 gols não foi obra do acaso. O MITO revelou ao Globoesporte.com que praticou faltas 15 mil vezes antes da primeira cobrança. ”Eram de 2.500  a 3 mil faltas por mês.” – disse ele. Quando Rogério Ceni bateu a sua primeira falta em um jogo de futebol, em 1997, muita gente pode ter achado que o goleiro estava metendo os pés pelas mãos. Hoje, com 115 gols marcados e títulos como a Libertadores e Mundial no curriculum, todos têm certeza que ele é craque seja com os pés, seja com as mãos. Uma lenda para o torcedor são-paulino e quem realmente aprecia o futebol.

O exemplo de Rogério Ceni vale para são-paulinos, corinthianos, palmeirenses e qualquer outro torcedor brasileiro. Somente com muito trabalho se alcança um objetivo na vida. Rogério nasceu com um talento acima da média, mas se formou craque com o trabalho. Definiu metas e foi atrás.

O jogo deste domingo pode ser o último do MITO no palco de seu centésimo gol. Que a torcida compareça, faça uma grande festa e que os jogadores se inspirem nessa história para buscar os três pontos em “casa”. Afinal, Barueri, além do Morumbi e Pacaembu, também é nosso.

Saudações Tricolores!

PS: Tricolor, se você não compactua com as opiniões emitidas no texto ou com a opinião de outros torcedores seja educado no modo de se expressar. Aqui não é área de criança. Mensagens em desordem com o andamento do blog serão moderadas. abs!

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