Conselheiro do São Paulo acusa oposição de boicotar cobertura para tentar ganhar cargos; “Foi a Comissão da Mentira” (Atualizado)

Leia o post original por Vitor Birner

De Vitor Birner

O fundo de investimento que vai bancar a construção da cobertura do Morumbi prometeu aos diretores do clube que aguardará até julho.

Depois, se o projeto não for aprovado pelo conselho, pretende se retirar do negócio.

O conselheiro Francisco Manssur, que cuidou de todos os detalhes do projeto desde o começo da empreitada, acusa a oposição de boicotar o projeto enquanto não receber cargos na gestão do presidente Carlos Miguel Aidar.

Veja o que o ex-assessor de Juvenal Juvêncio disse ao blog.

Todos nós devemos ser a favor do diálogo. Mas, temos a obrigação de falar a verdade para o torcedor do São Paulo que está preocupado com o futuro do Morumbi.

Depois do boicote de 16 de dezembro, a diretoria aceitou mostrar e discutir os contratos para uma Comissão da Oposição.

E entre os dias 13 e 31 de janeiro, os contratos foram mostrados em várias longas reuniões.

Pra quê? O que foi essa comissão?

Foi a Comissão da Mentira!

Viram tudo e falaram que não viram, até serem desmentidos no Conselho por conselheiro da própria oposição.

Para chegarem ao dia da eleição e fazerem novo boicote, dessa vez mais vergonhoso porque redundou na fuga do candidato que renunciou minutos antes da eleição.

Há três semanas, voltaram a falar em diálogo.

Será verdade ou mais um truque?

Propus, assim que falaram nisso, mostrar de novo os contratos para os novos conselheiros eleitos da oposição.

Passadas as três semanas, nenhum aceitou se reunir comigo.

Disseram, há duas semanas, que juntariam 50 assinaturas de conselheiros para convocarem uma reunião extraordinária, na qual tirariam dúvidas sobre o projeto.

Recebi do presidente Carlos Miguel Aidar a confirmação de que a situação acha a iniciativa ótima e estava disposta a realizar a reunião.

Mas, até agora, nada foi protocolado.

Mais uma bravata? 

Será que o dialogo que eles propõem é no sentido real do termo ou no sentido que infelizmente se vê na politica tradicional brasileira, que cada vez mais é importada para o São Paulo, na qual o diálogo muitas vezes significa ‘me dê cargos ou  boicoto a votação e não me importa se é um projeto importante ou não’ ?

Por que devemos acreditar que agora falam a verdade?”

Aviso

Tentei contato com Marco Aurélio Cunha para saber a versão da oposição sobre os fatos, deixei recado, e por enquanto não obtive retorno.

Atualização (17h59)

A oposição protocolou na manhã de hoje o pedido para a realização de uma reunião extraordinária, na qual pedirá esclarecimentos sobre o projeto.