Santos foi displicente e jogou mal na vitória contra o Princesa do Solimões; Oswaldo tem que chamar a atenção dos atletas

Leia o post original por Vitor Birner

De Vitor Birner

Princesa do Solimões 1×2 Santos

“Todo mundo está de parabéns. A equipe deu seu máximo”, falou Lucas Lima, na beira do campo, após o Santos ganhar do Princesa do Solimões por 2×1.

Prefiro entender a declaração do meia, titular desde o começo do jogo, como mera formalidade.

Ninguém acredita nisso.

Apesar da vitória, a atuação santista foi muito ruim.

O time jogou 10 minutos de futebol, quando ficou com a bola no campo de ataque, aproveitou dois erros defensivos, um deles de pura grossura do zagueiro Lídio, do adversário, e fez dois gols com Gabriel e Alan Santos.

Depois o Princesa do Solimões adiantou a marcação, Peixe, muito acomodado, começou a errar.

A distância entre os três defensores santistas e o meio de campo era muito grande.

Por isso, ao invés de sair de trás tocando a bola, precisou usar os chutes longos, por cima, da defesa ao ataque.

Isso facilitou para o adversário recuperá-la.

Outro erro foi iniciar a marcação apenas no campo de defesa para apostar nos contragolpes com Geuvânio, o pior do sistema ofensivo na partida no qual ninguém merece elogios,  Lucas Lima, Gabriel e Leandro Damião.

Bastava adiantar todo mundo e começar as tentativas de desarmar próximo da a´rea do adversário.

A consequência das falhas táticas, do mau desempenho técnico (individual) de todos no meio-campo e de Leandro Damião, e da moleza santista, foi o 1° tempo em que o Princesa do Solimões, mesmo com dificuldades de criação por causa de seus limites técnicos, tocou a bola no campo de ataque e exerceu pequena pressão.

Depois do intervalo, o técnico Marcos Piter decidiu arriscar.

Confiou na posicionamento ruim do Santos e na malemolência dos comandados de Oswaldo de Oliveira, mexeu no time, e colocou dois atletas pelos lados do ataque, abertos, para jogarem em cima dos laterais Bruno Peres e Emerson.

E acertou.

O Tubarão dos Solimões voltou pressionando muito, perdeu um gol e diminuiu a vantagem no cabeceio do centroavante Branco.

A distância entre as linhas de defesa e do meio de campo do Santos, ao invés de acabar depois da conversa no vestiário com Oswaldo, aumentou.

Duvido que o treinador aprovou o que viu.

Várias vezes os atacantes do Princesa do Solimões ficaram mano a mano contra os zagueiros Bruno Uvni e Jubal, e um dos laterais.

A equipe amazonense só não conseguiu empatar porque falhou nas finalizações.

Chances claras, teve.

O Peixe viu tudo de forma passiva, tocando a bola de lado, e dando a impressão de estar feliz com o resultado.

As substituições de Geuvânio, Alan Santos e Bruno Uvni respectivamente por Leandrinho, Serginho e Diego Cardoso não surtiram efeito algum.

Apenas nos 10 últimos minutos, quando os jogadores do time pequeno estavam esgotados, pois correram muito e transformaram em atitude o clichê futebolístico de colocarem o coração na ponta da chuteira,  o Santos parou de sofrer constantemente com os contragolpes.

A agremiação da Vila Belmiro ficou com a bola na frente, mas continuou acomodada, sem ambição e objetividade.

Se o torcedor do Santos esperava alguma evolução da equipe em relação ao que mostrou nos 3 empates no campeonato brasileiro, ficou frustrado e irritado.

O time, independentemente de ter algumas carências, pode jogar bem melhor com o elenco atual.

Espero que Oswaldo de Oliveira chame a atenção dos atletas por causa da falta de comprometimento com a parte tática, o resultado e principalmente com a torcida nessa vitória justa no elefante branco batizado de Arena da Amazônia.

Explico

Quem conhece meu trabalho sabe como avalio se o placar foi justo ou não.

Atuar melhor que o adversário, criar mais chances de gols e perder o jogo não é uma injustiça.

O resultado, quando é consequência apenas das ações dos atletas (a finalização em gol é um fundamento, assim como as defesas dos goleiros) eu trato como justo.

Só a arbitragem, que não chuta, cabeceia e passa a bola, e nem cuida da parte tática, pode mudar a consequência dos erros e acertos dos boleiros durante os 90 minutos.

Ela não cometeu nenhum grande erro na vitória santista.

Ficha do jogo

Princesa do Solimões – Rascifran; Derick, Lídio, He-Man e Alberto (Edinho); Rondinelly, Amaral, Fininho e Michel; Nando (Marinelson) e Branco (Dilcinei)

Técnico: Marcos Píter.

Santos – Aranha; Bruno Peres, Bruno Uvini (Diego Cardoso), Jubal e Emerson; Alison e Alan Santos (Serginho); Geuvânio (Leandrinho), Lucas Lima e Gabriel; Leandro Damião
Técnico: Oswaldo de Oliveira.

Árbitro: Caio Max Augusto Vieira
Auxiliares: Luis Carlos Camara Bezerra e Lorival Candido das Flores
Público pagante: 19.475 – Renda: R$ 568.270,00