A escolha

Leia o post original por flavioprado

Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Depois da produtividade, que alguns não apoiam, mas eu acho legal, o Palmeiras inova outra vez, agora na escolha do novo treinador. Os nomes estão escolhidos e são três. Wanderley Luxemburgo, Ney Franco e Dorival Junior. Qualquer um deles é visto com respeito e competência para dirigir o antigo time de Gilson Kleina. Aí vem o diferencial. Os três serão, ou já foram, procurados, para apresentar seus projetos e ideias sobre, o que pode ser feito com o atual Palmeiras.

Todos conhecem o elenco e sabem que ele terá alguns reforços, mas que,  por certo, não serão peças caras, simplesmente porque não há dinheiro para isso. E nesse item  entra também outro fator decisivo. Quanto o treinador contactado pretende ganhar ? A somatória das ideias apresentadas e o custo delas indicará o nome do novo técnico palmeirense.

Assim são escolhidos os mais importantes executivos das grandes empresas. Um projeto, o custo do projeto, com uma “concorrência” aberta, porém não livremente. No caso do Palmeiras, os nomes admitidos na tal “concorrência” foram, previamente,  escolhidos pelos dirigentes.

Gosto da novidade. Dá mais responsabilidade a todas as partes. É um trabalho profissional, sério, que implicará em exposição maravilhosa ao escolhido, mas também enormes cobranças. O executivo/treinador precisará de muito respaldo da direção. Nesse sistema, eles terão uma certa “cumplicidade” de pensamentos, o que poderá ajudar, lá na frente, se vierem crises.

Num momento tão difícil no futebol apoio a criatividade. E o Palmeiras está fazendo isso. O esquema de produtividade funcionou. O time não está pior que os demais , e muito mais caros, concorrentes, pelo menos no nosso estado. E esse jeito de escolha, que já foi usado até pela seleção do México, que sabatinou treinadores em 2001, sendo um deles Luiz Felipe Scolari, preterido por Della Volpe, gera conjunção de objetivos. Coisa de empresas de grande porte. Vejo como uma evolução no nosso combalido futebol.