Ney Franco é treinador, não mágico; Flamengo precisa ser justo nas cobranças ao técnico

Leia o post original por Vitor Birner

De Vitor Birner

Jayme de Almeida fazia bom trabalho no Flamengo.

Mas acho que Ney Franco pode melhorar o time.

A questão é saber se isso vai bastar para satisfazer a direção e a torcida.

A profissão do Ney, assim como a do Jayme, é a de treinador de futebol.

Nenhum deles optou pela carreira de mágico, como fizeram Houdini, David Blane e seu xará Copperfield.

São profissões diferentes.

O Flamengo, no atual cenário do futebol nacional (isso pode mudar depois da Copa do Mundo por causa da paralisação e abertura da janela de transferências para o exterior), não briga pelo título do Brasileirão.

Tem elenco inferior aos de Cruzeiro, Atlético, Internacional, Grêmio, São Paulo, Corinthians, Santos e Fluminense, apenas para citar outros gigantes.

Tais equipes possuem alguns diferenciais que o Rubro-Negro não tem.

No torneio de pontos corridos, o bom trabalho do treinador pode ajudar a equipe a superar alguns deles, mas apenas alguma espécie de magia, que não se baseia em habilidades com a bola e condição física, será capaz de colocar o Rubro-Negro, com o atual elenco, acima de todos os concorrentes.

Tal façanha é possível na Copa do Brasil, pois não se trata de um torneio de regularidade.

Se alguém pretende cobrar algo do técnico do Flamengo, seja Ney Franco, Jayme de Almeida ou Guardiola,  deve fazê-lo com realismo.

Precisa levar em conta a qualidade do elenco, que é insuficiente para dar à nação rubro-negra aquilo que ele deseja ter.

Crédito

A informação sobre a mudança do comando técnico no Flamengo foi divulgada pelo PVC no Bate-Bola 2° edição de hoje.