VISÃO TÁTICA: VITÓRIA ESTILO ELIFOOT

Leia o post original por K.O.N.G

Luís Fernando Cordeiro é Galo de corpo e alma. Op Logístico, estudante de Engenharia de Produção, ex-atleta profissional. Não torce para um time, torce para uma nação.  Siga no twitter: @luisfernando_4

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Levir escalou o Galo num sistema diferente, 3-5-2, com Victor, Edcarlos, Otamendi e Léo Silva. Alex, Pierre, Leandro, Tardelli e Emerson Conceição. Fernandinho e André. Com maior volume de jogo, mas sem criação, o Galo foi um time fechado já que contamos com dois volantes de contenção e dois laterais que apoiam pouco. Nesse tipo de esquema, os alas devem ser ofensivos e recompor a defesa fechando pelo meio, daí não fica um esquema de retranca. Outro diferencial ofensivo no 3-5-2 é a saída surpresa dos zagueiros que jogam pelas laterais. O Galo até que consegue isso, mas, talvez pela fase atual, não arriscou muito.

A falta de um meia armador de origem fez com que o time ficasse dependente de uma jogada de Tardelli ou uma proteção de bola bem sucedida de Fernandinho. O time não criava, os laterais não chegavam ao ataque, exceto uma boa jogada pela direita de Alex que Fernandinho desperdiçou. O cruzeiro achou um gol numa jogada trabalhada pelo meio, onde tinha 4 jogadores do Galo na jogada e Souza partiu com a bola em direção a área sozinho e no rebote de uma grande defesa do melhor goleiro da atualidade, Marcelo marcou. O Galo reagiu bem, voltou a pressionar, mas não criou situações de gols.

No segundo tempo, Levir voltou com Marion e Carlos no lugar de Tardelli e Edcarlos. Como disse na minha última Visão Tática, o Galo foi estilo Elifoot: 4-2-4 ou, se preferirem 4-2-0-4. Somente Pierre e Donizete no meio, sem armador e Carlos, Fernandinho, Marion e André no ataque. O mais assustador: deu certo! O Galo ganhou velocidade com Marion buscando a bola e conduzindo a equipe, Carlos se posicionou como meia e se perdeu um pouco. A defesa ficou mais exposta que no primeiro tempo, mas os volantes do Galo, que são limitados no quesito técnica, jogaram bem defensivamente e deram proteção aos zagueiros. O Galo continuou em cima, até que numa falta lateral, Léo Silva foi agarrado na área e André desencantou de pênalti. Marion seguiu dando trabalho pela ponta direita, quase fez um golaço driblando 3 defensores azuis, mostrou personalidade. Naturalmente houve um recuo, uma ameaça de pressão azul e um erro da bandeirinha num impedimento mal marcado, mas nada além disso.

Não comento arbitragem, o choro é livre. Houve um lance da bola na mão de Otamendi e o tal impedimento mal marcado. Não digo que era gol feito, pois se tratava de um confronto direto do ataque azul com o melhor goleiro do Brasil e aí galera…seria e serei sempre mais Victor.

A primeira vitória no Brasileirão veio com polêmica, num contexto geral a coisa está séria e Levir terá muito trabalho. O time não está bem, mesmo com todos os titulares em campo (Marcos Rocha, Réver, Ronaldinho e Jô), Levir não conseguiu impor seu estilo e arrumar a parte tática da equipe. Tem que achar um lugar para Tardelli, encaixar R10 de modo que ele faça a diferença e ajustar a saída de bola. Qualidade técnica tem, peças de reposição nem tanto, enquanto isso, vamos no embalo da raça e disposição de Marion…

Até a próxima!