TV fechada. Mesmo.

Leia o post original por Mauro Beting

Não sou corporativista. Gosto de trabalhar com jogadores, treinadores e árbitros. Aprendo demais com eles. Quase todos com quem dividi microfones em rádio, TV, internet e eventos se tornaram amigos. Com muitos não compartilho opiniões. Alguns deles detestam amigos e coleguinhas meus.

E vice-versa.

Desde 1991, trabalhei ao menos uma vez com Dulcídio Wanderley Boschillia. Sócrates. Casagrande. Tostão. Rivellino. Gérson. Zito. Bobô. Neto. Roberto Dinamite. Zagallo. Leão. Rubens Minelli. Oscar Roberto Godói. Raí. Leivinha. Mauro Silva. Muller. Mario Sérgio. Dunga. Zé Elias. Marcelinho Carioca. PC Caju. Raul Plasmann. Nelinho. Zetti. Evair. Amoroso. Zinho. Denilson. Ronaldo Giovanelli. Zico. Edmundo. Vampeta. William Machado. Falcão. René Simões. Athirson. Carlos Eugênio Símon. Ana Paula Oliveira.

Quatro deles começaram a trabalhar em mídia por minha sugestão. Quinze deles conversam comigo a respeito de como fazer o nosso ofício de comentarista.

É uma honra e prazer estar com eles. Aprender com eles. Conviver com eles.

Como colega e torcedor, adoro a diversidade. Discordo dos jornalistas que não toleram ex-jogadores comentando “por não terem canudo” ou “não terem estudado”. Como discordo dos atletas que não toleram “gente que nunca chutou uma bola” ou “chupou gelo no vestiário” falando de futebol.

Uma pena que não possamos conviver melhor. Uma pena que não possamos crescer juntos e fazer um futebol melhor. Uma mídia acima da média.

Se os dois lados se entendessem melhor, estaríamos com mais gente conversando com a presidenta, no jantar em Brasília. Se não houvesse preconceito dos jornalistas, mais ex-atletas estariam presentes, convocados pela Dilma.

Mas é dever dizer: se algumas empresas dessem aos jornalistas mais chances de competir (dividir) com ex-atletas, as televisões abertas não estariam representadas apenas por excelentes narradores, apresentadores e repórteres.

Os únicos comentaristas de TV presentes no Palácio da Alvorada estão todos (hoje) em televisão por assinatura. Renato Maurício Prado, eu, PVC, Calçade, Juca.

A TV aberta está fechada para a opinião de jornalistas esportivos.