O Brasil é zebra na Copa, no campo, nos aeroportos e no Vandalismo Urbano Oportunista

Leia o post original por Milton Neves

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Mano Menezes dizendo que “também ganharia a Copa”.

Ora, quem é que falou que o Felipão “também ganhará”?

Na verdade, quem sabe é só Deus e Ele não fala nunca porque tem coisa muito mais importante para fazer.

Só o que Ele tem de pagar de conta toda hora no mundo inteiro…

Aliás, será que alguém tem noção de quantas vezes por segundo ou minuto é dito o clássico “Deus te pague”?

Isso em todos os “trocentos” mil dialetos e línguas existentes.

Muito mais “fácil” seria quantificar quantos “retratos” o Pelé tirou na vida desde outubro de 1940!

A Kodak até que tentou, mas logo jogou a toalha.

E não pensem que eu esteja querendo secar, agourar ou lançar maus olhares para nossa seleção.

Todo mundo, como eu, só tem a ganhar com o Brasil hexa campeão mundial.

A gente ganha de todo lado.

Mas acho muito difícil.

O que é óbvio.

Só que o que não é óbvio é ter que ler, ver ou ouvir qualquer prognóstico de quem que seja “garantindo” que o Brasil não ganhará a Copa “de jeito nenhum”.

Isso sem apostar em um “seu” campeão, um só.

Claro que cada um fala ou pitonisa o que quiser.

Pedro Luiz Paoliello, Edson Leite e Mário Moraes, que pararam o Brasil pela Rádio Bandeirantes, e Geraldo Bretas, na TV Tupi, não garantiram peremptoriamente que o Brasil tinha chance zero na Copa de 1958?

Aí, pagaram grande mico e tiveram que ouvir desaforos de Paulo Machado de Carvalho, Dino Sani, Nilton Santos e Didi após o Brasil 5 x 2 Suécia, o jogo do título.

Eu também vivo errando, mas em 2002 “garantia” no “Terceiro Tempo”, então da Rede Record, todo domingo, que o Brasil venceria seus sete jogos.

Um ex-patrão meu de rádio, à época, apostou na eliminação do Brasil “ainda na primeira fase” e nem foi cobrir a Copa em um dos erros mais fantasmagóricos da história do jornalismo esportivo brasileiro e mundial.

E os adversários iniciais do Brasil eram as “fortíssimas” Turquia, China e Costa Rica.

Imagine?

E não adiantou lutar, tentar convencer ou brigar.

Mas briga boa vamos ter “em horas” a partir da Croácia, nossa primeira parada dura.

Só que dureza mesmo serão Espanha, Alemanha e Argentina.

São seleções melhores do que a nossa, mesmo com o extraordinário reforço que teremos de um Neymar II que são os fatores campo, torcida, pressão e apito amigo.

Sim, o apito pode até não ser amigo em nossos sonhados sete jogos, mas inimigo jamais será.

Jamais mesmo!

Apostem nisso.

E eu aposto na Argentina.

Claro, é “chutismo” puro.

Porque, insisto, você dizer que o Brasil não ganhará a Copa sem indicar então o “seu campeão” não é “palpitismo”, jornalismo, “pepismo” ou “pitonismo”.

É ou seria “covardismo”!

Ora, então você “garante” que o Brasil não ganha a Copa e passa a jogar com as outras 23 alternativas, mesmo com as lotéricas, e qualquer
uma que vingue estaria então caracterizado o seu “eu não falei?”?

Não, não está certo.

E o que falo antes também é o que temo mais nesta Copa, que está chegando em horas, o trio Aeroporto, Dengue e Vandalismo Urbano Oportunista do que as favoritas Argentina, Espanha e Alemanha.

Foto: UOL