O primeiro dia na Arena Corinthians

Leia o post original por celsocardoso

Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

Enfim, chegou o grande dia. Para os corintianos que orgulhosamente ganharam as chaves da casa própria e para os jornalistas que puderam ver de perto os preparativos para a abertura da Copa do Mundo.

Foram longas duas horas do estacionamento da Fundação Cásper Líbero até à Arena Corinthians, no bairro de Itaquera. Por conta dos bloqueios, as imediações do estádio estavam com trânsito parado e os funcionários da CET, escalados para cuidar do evento, em sua maioria, não estavam bem informados. Mesmo com o carro credenciado, chegamos a ser impedidos de avançar em determinadas vias, para as quais, teoricamente, tínhamos permissão para trafegar. Definitivamente, ir de carro à nova arena não parece ser bom negócio. Ônibus também não se confirmou boa escolha pelo mesmo motivo. Já quem optou pelo trem e metrô não teve grandes problemas. O trajeto foi rápido e confortável  pelo que pude apurar junto aos colegas que fizeram esse trajeto pelo transporte público.

Dentro do estádio, a modernidade prevalece. Ainda falta o que fazer – muito, diga-se de passagem – no sentido de acabamento, de acomodação. Tive que narrar o jogo sem o conforto que a função exige. Sentado no cimento, sem mesa ou apoio. Foi no improviso, porque o “media center” ainda não estava pronto. Por outro lado, embora gosto não se discuta, ficou bonito. A cidade de São Paulo, definitivamente, nunca viu nada igual em termos de estádio. Não fica atrás das grandes arenas que já tive o privilégio de conhecer.  É, realmente, de primeiro mundo.

A questão que fica é se a administração da nova arena será realmente de primeiro mundo. Se os lugares numerados vão ser respeitados, se o “padrão Fifa” vai ser mantido. Embora me recorde de André Sanchez ter falado no Mesa Redonda que, depois da Copa, vai ser “padrão Corinthians”, a modernidade tem que avançar para além das quatro linhas. O torcedor brasileiro merece ser melhor tratado.