Após déficit de R$ 40,6 milhões, Santos ataca auditoria

Leia o post original por Perrone

Depois de apresentar um déficit de R$ 40,6 milhões no ano em que vendeu Neymar, o Santos abriu guerra contra a EY (novo nome da Ernest Young), responsável por auditar suas contas.

O Conselho Fiscal do clube emitiu um parecer com uma série de críticas à atuação da empresa. O documento diz que “pelo imbróglio causado pela auditoria no atraso de seu parecer” foi feito um levantamento no trabalho de três anos da EY para o alvinegro. E que o resultado é a decisão do órgão de não mais aprovar a contratação desta empresa ou de outra que não cumpra prazos ou não apresente “condições comerciais condizentes”.

A diretoria foi criticada por conselheiros pelo fato de ter publicado o balanço de 2013 sem a aprovação do Conselho Deliberativo e se defende alegando que o atraso foi da EY. O Conselho Fiscal também diz que a auditoria cobrou valor exorbitante, não observou algumas normas contábeis, deixou de prestar assessoria num determinado momento e não se reuniu com poderes do clube.

Procurada, a assessoria de imprensa da EY afirmou que não comentaria o assunto porque existe cláusula de confidencialidade entre ela e seus clientes.

Apesar de atacar a EY, o Conselho Fiscal admite que o Santos cometeu algumas falhas apontadas pela empresa. É o caso do relato da auditoria sobre haver deficiências no controle interno do clube que não permitem uma conclusão sobre os valores obtidos com licenciamento de produtos. O Conselho Fiscal diz que o problema ocorreu por falta de relatórios do departamento de marketing e sugeriu melhorias no controle. O órgão ainda elogia o rigor da auditoria na análise das contas.

O documento do Conselho Fiscal foi lido na reunião do Conselho Deliberativo, nesta segunda, em que o balanço de 2013 foi aprovado, apesar de duras críticas da oposição. Um dos pontos ressaltados pelos opositores é o trecho do relatório da EY que aponta a “necessidade de captação ou aporte de relevantes recursos no curto prazo para possibilitar a manutenção” das atividades do Santos.

Veja abaixo trechos do parecer do Conselho Fiscal do Santos.

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