Henrique e Fabio garantiram os três pontos ao Palmeiras contra o Figueirense

Leia o post original por Vitor Birner

De Vitor Birner

Palmeiras 1×0 Figueirense  

Os times foram mal na parte ofensiva.

Não criaram quase nenhuma chance e os goleiros pouco trabalharam.

A diferença foi o aproveitamento.

O Palmeiras aproveitou a sua melhor oportunidade, enquanto o Figueirense perdeu a dele.

Mérito de Henrique que fez o gol e de Fabio que evitou o do adversário.

A participação deles fez a diferença para o Alviverde somar 3 pontos e ver seu treinador interino manter os 100% de aproveitamento.

Posicionamento

O treinador interino Alberto Valentim utilizou o 4-2-3-1 para tentar encerrar sua curta e produtiva passagem como principal comandante do Palmeiras.

Diogo, na direita, Marquinhos Gabriel, na esquerda, e Mendieta entre eles atuaram na linha de três.

O volante Renato priorizou a parte defensiva, mas de vez em quando tentou ajudar na criação. Wesley, seu companheiro da posição, fez o contrário.

Os laterais Wendel e William Matheus puderam avançar.

Henrique, o centroavante, saiu um pouco da área para fazer o trabalho de pivô, mas, como de costume, deixou a desejar nisso.

O forte dele é a finalização.

Tem que receber a redonda dentro da área.

O Alviverde teve dificuldades para ajudá-lo.

O Figueirense atuou no 4-3-1-2.

Paulo Roberto, na direita, Luan centralizado e Rivaldo, na esquerda, formaram o trio de volantes que precisava proteger a defesa formada pelos laterais Leandro e Lazaroni, e os zagueiros Marquinhos e Thiago Heleno.

Giovanni Gabriel, que ganhou notoriedade ao fazer o gol contra o Corinthians no Itaquerão, foi o meia.

Ele e a dupla de ataque formada por Éverton Santos, que atuou pelos lados, em especial no esquerdo, e o centroavante Ricardo Bueno, ficaram responsáveis pelos contragolpes, principal opção do Figueirense no 1° tempo para criar lances de gol.

Andamento

O Palmeiras marcou a saída de bola, enquanto o Figueirense iniciou o trabalho defensivo alguns metros à frente da linha que divide o gramado.

A postura do Alviverde, sem dúvida mais ofensiva que dos comandados de Guto Ferreira, fez o time frequentar constantemente o campo de ataque, mas não virou pressão.

Akguns chutes de média distância e cruzamentos levaram relativo perigo ao gol de Tiago Volpi.

O Figueirense conseguiu diversas vezes sair trás com a dita cuja no chão e o seu sistema defensivo permitiu, no máximo, que o Palestra tentasse alguns chutes de fora da área.

Como o Alviverde também marcou corretamente, o jogo teve poucos lances de perigo.

A exceção

Aos 36, o Palmeiras aproveitou a falha do adversário e fez 1×0.

Destaco três situações no lance.

O volante Paulo Roberto tinha que acompanhar William Matheus, mas parou e, quando tentou correr atrás do lateral-esquerdo, tropeçou.

O atleta do Palmeiras cruzou bem.

Colocou a bola na cabeça de Henrique.

E o centroavante também teve méritos, pois ganhou a dividida por cima.

O cabeceio foi torto, a redonda bateu no joelho dele, acho, e foi na direção certa.

Lembro que ele não teve outras chances de balançar a rede.

O percentual de aproveitamento foi muito bom.

Em vão

Guto Ferreira adiantou a marcação do Figueirense depois do intervalo.

Queria recuperar a redonda na frente ou forçar os erros do adversário para, na pior das hipóteses, ter mais de bola ofensiva.

Ao ver que a mudança de postura surtiu pouco efeito, decidiu mexer na escalação.

Aos 10, mandou Rivaldo descansar e colocou Léo Lisboa, que atua na meia ou na ala e por isso possui características mais ofensivas que as do titular.

O jogo continuou na mesma toada.

Equilibrado e com o Palmeiras impedindo o Figueirense de levar perigo ao goleiro Fabio.

O Alviverde voltou do vestiário com Marquinhos Gabriel na direita e Diogo na esquerda. Alberto Valentin inverteu o lado em que estavam atuando.

Insatisfeito com a inoperância deles nos contra-ataques e desempenho ruim de Mendieta na parte ofensiva, substituiu o paraguaio por Bernardo.

O ex-Vasco da Gama é meia-atacante. Está mais acostumado que o companheiro a jogar perto da área.

A alteração não piorou nem melhorou a equipe.

Aos 28, Guto tirou o desaparecido Éverton Santos e colocou o centroavante Everaldo.

Passou a ter dois atacantes jogando mais próximos um do outro.

A outra exceção

Logo em seguida viu seu time criar a única grande chance de fazer o gol.

Everaldo ficou cara-a-cara com Fabio e o goleiro evitou o empate.

Um atleta do Palmeiras titubeou, demorou para sair de trás e não fez a linha de impedimento da maneira correta.

No confronto muito pobre de chances, desperdiçar a exceção, a grande oportunidade no único erro palmeirense ao tentar deixar o adversário impedido, teve um preço.

Antes do apito final, Victor Luís entrou na vaga de Marquinhos Gabriel, Marco Antônio na do Paulo Roberto e Mazinho na de Wesley.

Mas nenhuma mexida resolveu a dificuldade de o Figueirense criar e a do Palmeiras contra-atacar.

No limite

A arbitragem não interferiu no resultado.

A diferença, apesar da atuação um pouco melhor do Alviverde, acabou sendo o aproveitamento dos centroavantes, pois só tiveram uma chance cada.

E quem a aproveitou ou a evitou como Fabio, teve méritos e isso torna o placar inquestionável.

Ficha do jogo

Palmeiras – Fábio; Wendel, Lúcio, Marcelo Oliveira e William Matheus; Renato e Wesley (Mazinho); Diogo, Mendieta (Bernardo) e Marquinhos Gabriel (Victor Luis); Henrique
Técnico: Alberto Valentim.

Figueirense – Tiago Volpi; Leandro Silva, Thiago Heleno, Marquinhos e Guilherme Lazaroni; Paulo Roberto (Marco Antonio), Luan e Rivaldo (Léo); Giovanni Augusto; Everton Santos (Everaldo) e Ricardo Bueno
Técnico: Guto Ferreira.

Árbitro: Paulo H Schleich Vollkopf

Assistentes: Fabricio Vilarinho da Silva e Paulo Cesar Silva Faria

Local: Estádio Fonte Luminosa, em Araraquara