Mano, Oswaldo e Muricy pressionados

Leia o post original por Perrone

 

Confira abaixo os fatores que pressionam o corintiano Mano Menezes, o santista Osvaldo de Oliveira e o são-paulino Muricy Ramalho já no início do Brasileiro.

Mano Menezes

Saiu do empate em um gol diante do Atlético-PR ouvindo a torcida pedir sua demissão. Internamente, sofre duras críticas de conselheiros de oposição e situação. Eles concordam com os torcedores que chamam o treinador de retranqueiro e reclamam de o time recuar quando faz 1 a 0. Também afirmam que a equipe não tem padrão de jogo, que os jovens só entram na fogueira e que Mano não para de pedir reforços. Um dos motivos de irritação dos conselheiros é o fato de o treinador exigir a contratação de atacantes experientes, mas ter dispensado Emerson Sheik. Mário Gobbi ouve as críticas, porém, segue disposto a atender aos pedidos do treinador, certo de que ele vai arrumar o time.

Oswaldo de Oliveira

Dos cinco primeiro jogos no Brasileiro venceu apenas um. Deu passo em falso ao rebater críticas de um conselheiro atacando a diretoria santista por não ter conseguido fazer a final do Paulista na Vila Belmiro. Os dirigentes já não tinham gostado quando o técnico fez essa reclamação ainda no Estadual. O treinador também é criticado por supostamente expor os jovens do time ao afirmar que eles podem ter sentido a pressão de disputar o título Paulista. Por sua vez, a diretoria já deu sinais de que vai avaliar o trabalho do técnico durante a parada para a Copa do Mundo e que pode dispensar o treinador.

Muricy Ramalho

O sacode que o São Paulo levou do Fluminense basta para deixar o técnico pressionado. Mas não é só isso. A cúpula são-paulina não gostou da bronca em público que ele deu no jovem Boschillia após o clássico com o Corinthians. Os cartolas entenderam que o técnico desvalorizou o trabalho feito nas categorias de base e que inibiu outros garotos. O atual presidente, Carlos Miguel Aidar, dá demonstrações diárias de que não se incomoda em mudar o trabalho feito por seu antecessor e aliado Juvenal Juvêncio. Demitir o técnico que o ex-presidente escolheu não seria problema, embora ainda não se fale nisso.