VITÓRIA PARA GANHAR CONFIANÇA

Leia o post original por K.O.N.G

O “capita” agora é o maior zagueiro-artilheiro da nossa história.

Fala, cambada!

Confesso que me deu calafrio ao ver a escalação do Galo ontem. Fiquei imaginando como é que podia uma coisa dessa: o time que há menos de um ano era o melhor do continente, repleto de craques e estrelas do futebol, do nada, ser convertido à uma equipe de ilustres desconhecidos. Me senti entrando numa máquina do tempo e chegando em 2007 para ver jogo do Atlético de Ziza Valadares. O Galo, desfalcado de nada menos que 11 jogadores – sendo 8 titulares – vira um time dos horrores no papel. Só no papel.

Porque o que eu vi em campo ontem foi um time guerreiro, que passou por cima das dificuldades e encarou de frente a responsabilidade de vestir o manto mais sagrado do mundo. É claro que temos que considerar a fragilidade do adversário, o Vitória da Bahia é fraco de dar dó. Acontece que os caras ontem suaram a camisa, se entregaram até o último minuto para garantir a vitória em campo inimigo e isso nos dá esperanças de que dias melhores Verón. Se já é fruto do trabalho de Levir eu não posso afirmar, mas que aos poucos a herança maldita de Autuori está sendo lançada na latrina, isso é flagrante. Aleluia, irmão!

O primeiro tempo do Galo foi muito bom. Ignoramos totalmente o fator casa e fomos para cima do adversário, encurralando os caras em seu campo de defesa. Resultado disso foram inúmeras chances criadas e quando o juizão apitou o fim do primeiro tempo, o 2X0 no placar ficou barato para os baianos. Giovani não precisou fazer absolutamente nenhuma defesa nos primeiros 45 minutos.

Quando o jogo recomeçou e Réver se tornou o maior zagueiro-artilheiro da história do Galo, ninguém seria capaz imaginar como essa partida terminaria. Tinha gente cantando “caiu na rede é peixe, ô-lê-á…” e refazendo a tabela somando os três pontos em Feira de Santana. Não se sintam culpados, eu também fiz isso. Mas aí o Vitória, que levava 3X0 em casa, resolveu adotar a postura kamikaze e cair pra dentro do Atlético, mais na base da vontade do que da técnica, obviamente. A tática suicida surtiu efeito depois de uma pixotada de Edcarlos e os caras ficaram cheios de confiança e empolgação. Fizeram o segundo e aí, meu velho, eu vi vovó na greta. Não era possível que deixaríamos uma vantagem tão elástica ser perdida, assim, de bobeira. Mas como tudo nessa vida acaba, o tempo de jogo também acabou. Tá na regra: são 90 minutos mais os acréscimos do juiz e quem colocar a bola na casinha mais vezes durante esse período, ganha o jogo. É por isso que voltamos da Bahia com os três pontos na bagagem, porque se tivéssemos mais 5 minutos de partida, honestamente… não sei não.

Colamos na parte de cima da tabela e agora temos duas partidas seguidas em casa. Se fizermos nossa obrigação, temos chances reais de chegar entre os primeiros nessa pausa para a Copa do Mundo. A boa notícia é que o DM está liberando, aos poucos, nossos craques. Ronaldinho e Berola voltam nesse final de semana, contra o Criciúma. Falta ainda Tardelli, Luan e Marcos Rocha, para completar o time titular. Victor e Jô, só depois da Copa. Essa pausa será boa para Levir treinar o time. A excursão na China será uma preparação interessante para o resto do ano e não podemos nos esquecer que temos a Recopa Sulamericana, em julho.

Não sei vocês, mas eu quero muito essa taça. Talvez eu vá até a Argentina ver esse jogo e é provável que role o mesmo esquema que fizemos em Sarandi, ano passado. Quem aqui não se lembra da invasão atleticana que culminou na maior goleada aplicada por um time brasileiro em terras hermanas? Um repeteco disso não seria nada mal, hein.

#GaloSempre