Real Madrid 4 x 1 Atlético de Madri

Leia o post original por Mauro Beting

Um decacampeão europeu jamais pode ser questionado.

O Real Madrid de Cristiano, ainda menos. O time que tem Di María para armar, marcar, driblar, correr, jogar, e fazer o que fez na virada, na prorrogação, não se pode criticar. Apenas enaltecer. Respeitar.

O Real Madrid mereceu o título europeu. O décimo.

Mas o Atlético de Madrid não merecia perder desse modo. Dessa dor.

O time de Simeone, campeão espanhol depois de 18 anos com inegáveis e imensos méritos, foi gigante em Lisboa. Foi melhor no primeiro tempo, quando o enorme Godín fez de nuca um gol que nunca um monstro como Casillas toma.

Na segunda etapa, mais do mesmo. Os colchoneros não dormindo com a vantagem, marcando implacavelmente o rival que sentia a pálida partida de Cristiano (visivelmente baleado fisicamente) e a atuação infeliz de Bale.

Jogo que se arrastava mesmo com Ancelotti lançando Marcelo para ser quase um ponta pela esquerda. Com o meio-campo com Modric como cabeça de área, Di María e Isco armando e chegando.

E nada. Ou tudo que parava na barreira do Atlético. Admirável entrega que só a sina do clube de não conseguir definir parecia jogar contra.

Como Sergio Ramos repetiu a cabeçada de Munique para empatar o jogo além do tempo regulamentar.

Cabeçada que nem o gigante Courtois podia fazer algo. Golaço de testa. De perder o título e a cabeça.

Na prorrogação, a imposição física e da camisa merengue virou sensacional lance de Di María para Bale desempatar.

O Atlético arriou a guarda. A ponto de Marcelo avançar sem ninguém ao encalço e fazer o belo gol do título.

Merecidamente sacramentado por Cristiano, de pênalti.

Um monstro. 17 gols na Liga.

E um 4 a 1 inimaginável 15 minutos antes. Para não dizer nos 105 anteriores.

Uma goleada digna de um deca. Mas dura demais para um dos vices mais campeões da Liga.

Foi grande o Atlético.

Mas quem é maior que o Real Madrid?