Reforma, sim. Demolição, jamais!

Leia o post original por daniel perrone


Nação do Maior do Mundo;

O surgimento de novas Arenas no Brasil em decorrência da Copa do Mundo ascendeu a discussão sobre o Cícero Pompeu de Toledo. A casa sagrada que ajudou a fazer o São Paulo ser o maior clube do país voltou a ser pauta entre seus torcedores.

O debate é polêmico. Há a vertente da reforma e há a vertente da demolição para a contrução de uma Arena Nova, em um local próximo de onde é o Morumbi. É importante reformar que a história de demolir o estádio é antiga. No início dos anos 2000 uma incorporadora procurou o clube oferecendo algo como “o terreno atual e a sua demolição” pela construção de um estádio novo. O “local da vez” seria a Chácara do Jockey, próximo da Francisco Morato com Taboão da Serra.

Apesar de respeitar (quase) todos os argumentos dos torcedores eu acho a ideia de “demolição” do Morumbi completamente absurda. Digo mais: Eu seria o primeiro torcedor a ficar na frente do estádio para impedir qualquer investida de trator para cima da minha segunda casa. Garanto que não estaria sozinho.

Em primeiro lugar há o lado emocional, que nunca deve ser deixado de lado. O Morumbi é um dos palcos supremos de futebol e grandes eventos no Brasil, foi ali que o São Paulo e torcedores como eu e muitos que conheço nos criamos como cidadãos. Deixar isso de lado em uma discussão como essas para mim é mais ofensivo que xingar ídolos ou queimar a bandeira do clube.

Há também o lado técnico. O Morumbi foi construído em uma época que cimento era sólido e não como as placas acimentadas que vemos hoje em dia nas construções modernas. Quem tem o mínimo de noção de engenharia civil sabe que o que se usa hoje é de material infinitamente inferior do que era usado décadas atrás. Vejam o caso do Engenhão, exemplo de ‘modernidade’. Quem garante que não acontecerá o que aconteceu no Engenhão nessas novas Arenas ou em um possível “Novo Morumbi”? As construtoras tem um setor dedicado apenas a reduzir custos de obras, comprando materiais e serviços duvidosos. Eu prefiro ver o que acontecerá com essas Arenas em dez anos para ter uma conclusão mais precisa. Por enquanto acho todo esse “oba oba” precipitado.

Além disso, há a grande possibilidade da conta de um novo estádio ser diretamente transferida para os ingressos, como vem acontecendo nas arenas modernas. Eu duvido que a diretoria do São Paulo manteria os preços promocionais que hoje em dia ela mantém em uma nova Arena. Você, eu… todos nós pagaríamos a conta, não tenha dúvida. Esqueçam essa história de “trocar o terreno do Morumbi por uma nova Arena”. A conta viria para o torcedor em detrimento de tudo que o clube pagaria jogando fora de sua casa. Eu defendo os ingressos populares, como vem acontecendo hoje em dia e tenho uma coisa clara: Não são novos estádios que fazem as torcidas crescerem. São títulos e o hábito de ir aos jogos. Estamos voltando a ver uma torcida de pais e filhos no Morumbi por causa dos preços populares. Isso não tem preço que pague.

Porém, defender o Morumbi não quer dizer não contar com um estádio reformado e adequado a nova realidade do futebol. Cobertura, melhores acessos e aproximação do torcedor do gramado são coisas absolutamente pertinentes na discussão. Essa é a luta, diferente das aberrações que leio por aí. Demolir o Morumbi só pode ser argumento de quem nunca pisou no estádio ou de gente que anda se deslumbrando com a grama dos vizinhos.

Reforma, sim. Demolição jamais.

Saudações Tricolores!

Imagem: EPlay

PS: Tricolor, se você não compactua com as opiniões emitidas no texto ou com a opinião de outros torcedores seja educado no modo de se expressar. Aqui não é área de criança. Mensagens em desordem com o andamento do blog serão moderadas. abs!

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