Não voltam por que não foram

Leia o post original por Mauro Beting

Você pode ler e achar que eles não voltarão pelo motivo de nunca terem vindo.

Não.

Você pode dizer que tanto faz se eles voltarem. São poucos. São poucos títulos. São poucos números e nomes de monta.

Não.

Mas se você voltar no tempo, até mesmo naquele que não foi seu, verá que não há como não torcer por eles.

Pelo Juventus de sempre.
Pela Portuguesa de hoje.

Permitam-me tantos amigos de Canindé e Mooca. É um texto hoje para os dois de problemas comuns. De soluções não conjuntas. De tristeza compartilhada.

A Lusa foi derrubada por decreto. Mas muito mais por escrotidão intestina. De gente que já foi. De gente que ainda está. Da mais mal contada história das bobagens brasileiras. Da mais estranha bagunça e suposta armação já vista.

O Juventus vem caindo em silêncio. Por mais barulhenta que seja sua gente. Por mais borbulhante que seja a Javari.

Tem gente ótima para dar um pé, as mãos, a alma pela reconstrução. Mas tem todo o entrave burocrático. Da saudade que, muitas vezes, emperra. Espana. Espanca. Espanta.

O Juventus não precisa ser maior que é. É para poucos e ótimos.

Mas também não precisa ser menor.

A Portuguesa não pode ser tratada como está sendo. De fora para dentro. De dentro para onde?

O nosso futebol passa pelo Canindé e pela Javari.

A nossa vida corre para vários lados.

Não podemos perder nossos portos seguros, nossos postos avançados.

Perder Portuguesa e Juventus é uma derrota do futebol paulista.

Não tem arena com elevador que pague. Não tem gramado climatizado que compense. Não tem história que se faça quando se perde nossa base. O prólogo não é epílogo.

Portuguesa e Juventus. Aguentem firmes.

É o que torcemos.

Como?

É o que não sabemos.

(Enquanto isso, fiquem com este trecho de um belo documentário de quem ama incondicionalmente)