Rei Dadá vê Uruguai como surpresa na Copa e aposta em Neymar

Leia o post original por blogdoboleiro

“Dario não, Rei Dadá”. É assim que Dadá Maravilha  inicia a conversa com o fã que chega para pedir uma foto ao lado dele. Aos 68 anos, o Peito de Aço, tricampeão mundial em 1970 no México, continua o mesmo homem de frases espertas e tiradas engraçadas. “Rapaz, eu tenho uma lesão no coração. É de tanta faixa de campeão que passou no meu peito”, brinca o ex-jogador 27 vezes campeão pela seleção brasileira, Atlético Mineiro, Flamengo, Internacional, Náutico, Bahia, Goiás e outros clubes.

Em conversa com o Blog do Boleiro, Rei Dadá falou sobre a Copa do Mundo que começa no dia 12 de junho, em São Paulo. Ele se mostrou preocupado com o pouco tempo de preparação da seleção brasileira e aposta em uma surpresa neste mundial, além de achar que Neymar “vai arrebentar” no Mundial. Isso, se seguir os conselhos do atacante que pairava no ar.

Blog do Boleiro – Rei Dadá, quem vai ser campeão do mundo desta vez?
Dario –
Estou achando que esta vai ser a Copa do Mundo da surpresa. Em 50, o Brasil venceu todo mundo, goleou e, no fim, perdeu para o Uruguai na final. Não foi assim? Então, estou preocupado de novo com o Uruguai, que está com time forte e entrosado. E ainda acho que o México pode surpreender.

Mas eles são seus favoritos?
Não. Os favoritos são aqueles: Alemanha, Espanha, Brasil e Argentina. Mas é preciso que a seleção brasileira saiba: Copa do Mundo é diferente de Liga dos Campeões da Europa, de Campeonato Brasileiro, de qualquer outro torneio. É cem por cento de pressão e de atenção.

Para você, qual será o grande jogador deste Mundial?
Para mim será o Neymar, se ele seguir os conselhos do Rei Dadá. Ele precisa aprender a prosseguir as jogadas. Ainda cai muito, parece que está nadando na piscina. Mas ele é craque e vai arrebentar na Copa do Mundo.

Esta será uma Copa do futebol-arte?
A arte não vai imperar nos gramados. Vai ter muita marcação individual, pouco espaço. Por isso vai valer muito o entrosamento dos times. Por isso estou preocupado com a seleção brasileira.

Por quê?
Muito pouco tempo de treino. Vão treinar com bola uns doze dias. Nossa, em 1970, a gente passou setenta dias convivendo, treinando, até não aguentar mais. Tinha noite que seu parceiro de quarto tinha que entrar e fazer silêncio porque o pau ia cantar. Mas no final cada um sabia como o outro jogava. Agora este entrosamento será muito mais difícil.